Rogério Correia reage à suspensão do ‘Exército do Lula’: “TSE virou um órgão de censura bolsonarista”
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de suspender o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. Em publicação nas redes sociais, Correia classificou a medida como censura e acusou a Corte Eleitoral de atuar em favor do bolsonarismo.
“Censura: ministro Kassio Nunes Marques atende Flávio Bolsonaro e manda tirar do ar o canal ‘Exército do Lula’, com mais de 3 milhões de seguidores!”, escreveu o parlamentar. Na mesma publicação, o deputado questionou a atuação do TSE e associou a decisão à disputa política e às investigações envolvendo o Banco Master.
“O TSE virou um órgão de censura bolsonarista. Querem ganhar no tapetão para que os envolvidos do escândalo Master saiam impunes, né, Kassio?”, afirmou Rogério Correia.
A decisão de Nunes Marques atende a um pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o canal de promover a disseminação coordenada de informações falsas contra sua candidatura.
A ordem estabelece que o WhatsApp interrompa o funcionamento do canal em até três horas após a notificação. A suspensão impede a publicação de novas mensagens e a entrada de novos seguidores até a homologação do resultado do segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Segundo a decisão, o canal funcionaria como uma estrutura centralizada de distribuição de conteúdos políticos, incluindo publicações que já haviam sido consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral. O ministro entendeu que a retirada de mensagens isoladas não seria suficiente para interromper a circulação do material questionado.
Entre os conteúdos contestados pela campanha de Flávio Bolsonaro estão publicações que atribuíam ao candidato supostos vínculos com milícias e planos de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A representação também questionou mensagens sobre possíveis reduções de aposentadorias, benefícios assistenciais e reajustes do Bolsa Família.
O magistrado sustentou que a liberdade de expressão não protege a disseminação de conteúdos falsos durante o processo eleitoral. A medida, porém, restringe-se ao canal no WhatsApp e não determina o bloqueio dos perfis pessoais de Janones em outras funcionalidades da plataforma.
WhatsApp terá de prestar informações ao TSE
Além de cumprir a ordem de suspensão, o WhatsApp deverá apresentar ao tribunal, em até 48 horas, informações sobre as providências adotadas. A plataforma também terá de identificar a existência de outros canais vinculados a André Janones.
O TSE determinou ainda a preservação, por um ano, de registros, mensagens e metadados associados ao canal suspenso. O tribunal não decidiu, até o momento, se o deputado será impedido individualmente de utilizar a funcionalidade de canais do aplicativo.
A coordenação da campanha de Lula também reagiu à decisão e informou que avalia medidas jurídicas para contestá-la. Janones, por sua vez, convocou participantes do canal a compartilhar conteúdos contrários à suspensão e anunciou a criação de um novo canal no Instagram.
Canal ultrapassou 3 milhões de seguidores
Criado para organizar a mobilização digital de apoiadores de Lula, o “Exército do Lula” cresceu rapidamente após o primeiro turno. Em 6 de outubro, reunia aproximadamente 920 mil seguidores. Nos dias seguintes, ultrapassou a marca de 3 milhões de participantes.
O espaço era utilizado para distribuir materiais de campanha e orientar apoiadores a ampliar o alcance de publicações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e críticas a Flávio Bolsonaro.
A suspensão ocorre em meio a outra ação eleitoral apresentada pelo candidato do PL contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e André Janones. Nesse processo, a campanha de Flávio pede a cassação do registro ou diploma da chapa adversária e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis por supostas práticas abusivas.
O recebimento da ação não representa reconhecimento da veracidade das acusações, cuja eventual procedência depende da análise das provas e do andamento do processo judicial.
CENSURA: ministro Kassio Nunes Marques atende Flávio Bolsonaro e MANDA TIRAR DO AR o canal “Exército do Lula”, com mais de 3 milhões de seguidores!
O TSE virou um órgão de censura bolsonarista. Querem ganhar no tapetão para que os envolvidos do escândalo Master saiam impune,… pic.twitter.com/ORmP24b3Sc
— Rogério Correia 1⃣3⃣1⃣3⃣ (@RogerioCorreia_) October 11, 2026
Fonte: Brasil 247
CENSURA: ministro Kassio Nunes Marques atende Flávio Bolsonaro e MANDA TIRAR DO AR o canal “Exército do Lula”, com mais de 3 milhões de seguidores!