Campanha de Celina Leão denuncia panfleto com número falso e anuncia denúncia ao TRE-DF já

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Por Luis Mauro Filho — Brasil 247

247 – A campanha da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), denunciou neste domingo (11) a existência de um panfleto que utiliza a identidade visual da candidata à reeleição, mas apresenta o número 22, em vez do 11, sua identificação correta na urna eletrônica. A equipe da governadora informou que pretende encaminhar o caso ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por suspeitar de uma tentativa de induzir eleitores ao erro no segundo turno.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular, o material foi localizado dentro de um veículo na região administrativa do Cruzeiro, em Brasília. A campanha afirma que a peça não é oficial e que sua aparência reproduz elementos gráficos utilizados na propaganda eleitoral de Celina.

A denúncia ocorre depois de 26.603 eleitores do Distrito Federal terem digitado o número 22 para governador no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Como nenhuma candidatura ao governo local utilizava essa numeração, os votos foram anulados.

O número 22 pertence ao Partido Liberal (PL), legenda que integra a coligação de Celina, mas não apresentou candidato próprio ao Governo do Distrito Federal. A governadora, filiada ao Progressistas, disputa a reeleição com o número 11.

Em comunicado divulgado neste domingo, a campanha manifestou preocupação com a possibilidade de o material ter sido produzido para explorar a confusão entre as identificações partidárias.

“A suspeita é de que o material esteja sendo distribuído para confundir eleitores que desconhecem o número correto da candidata, levando-os a digitar a numeração errada e, consequentemente, anular o voto”, afirmou a equipe da governadora.

O episódio foi comunicado por um morador da região, que encaminhou fotografias do panfleto a apoiadores de Celina. De acordo com a campanha, ele também informou que preservou um exemplar para servir como prova.

A equipe eleitoral ainda não identificou os responsáveis pela confecção da peça nem conseguiu determinar se outros exemplares foram distribuídos em diferentes localidades do Distrito Federal.

“Ainda não há informações sobre quem produziu o material apócrifo ou se houve distribuição em outras regiões do Distrito Federal. A circulação de peças com numeração incorreta levanta suspeitas de uma possível estratégia para induzir eleitores ao erro na reta final do segundo turno”, acrescentou o comunicado.

A campanha anunciou a intenção de recorrer ao TRE-DF, mas não informou se já havia formalizado uma representação ou apresentado o material às autoridades eleitorais.

Mais de 26 mil votos foram anulados com o número 22

O histórico de votos nulos no primeiro turno é um dos principais elementos que motivaram a preocupação da campanha.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citados pelo Metrópoles, mostram que 26.603 eleitores registraram o número 22 na votação para governador do Distrito Federal.

A numeração corresponde ao PL, partido que participou da aliança eleitoral de Celina. Embora a legenda apoiasse a governadora, o número utilizado por ela na disputa permaneceu sendo o 11, correspondente ao Progressistas.

Os 26.603 registros foram classificados como votos nulos porque não existia candidato ao governo distrital identificado pelo número 22. Não é possível determinar, apenas a partir desses registros, quantos eleitores pretendiam votar em Celina ou em outra candidatura.

A diferença entre os números das duas legendas tornou-se relevante na campanha do segundo turno, especialmente diante do aparecimento de um material que associa a imagem da governadora à numeração utilizada pelo PL.

Celina enfrenta Leandro Grass no segundo turno

A governadora disputa a continuidade de seu mandato contra Leandro Grass (PT), que também concorre ao comando do Governo do Distrito Federal.

A denúncia surge durante a campanha para a votação decisiva, quando os dois candidatos buscam ampliar o apoio recebido no primeiro turno.

Até a divulgação das informações, não havia identificação pública dos responsáveis pelo panfleto nem confirmação de que sua circulação estivesse vinculada a qualquer candidatura adversária.

A apuração da origem do material e de uma eventual distribuição organizada dependerá da apresentação de provas e da análise das autoridades competentes.

Fonte: Brasil 247

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