A cidade holandesa onde o centro quase não tem ruas para carros e moradores atravessam pontes e canais para chegar às casas

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Por Tamiles Santos Brito — Catraca Livre

Giethoorn, na Holanda, chama a atenção por ter um centro histórico onde canais, pequenas pontes e caminhos estreitos substituem grande parte das ruas convencionais. Nesse vilarejo da província de Overijssel, algumas casas ficam em pequenas ilhas acessíveis por passarelas de madeira, enquanto barcos fazem parte da rotina de moradores e visitantes. A paisagem é diferente da encontrada em cidades tradicionais, mas isso não significa que todo o município seja livre de carros.

No centro histórico de Giethoorn, canais ocupam o espaço de muitas ruas convencionais. Veja como funcionam as pontes, barcos e caminhos do vilarejo.

Como é o centro histórico de Giethoorn?

O núcleo histórico de Giethoorn tem uma configuração que privilegia a circulação a pé e pela água. Em vez de avenidas largas, há canais estreitos margeados por jardins, casas tradicionais com telhados de palha e pontes arqueadas que conectam diferentes partes da comunidade. Essa combinação cria a impressão de que o vilarejo foi construído ao redor dos cursos d’água.

As pequenas pontes de madeira são essenciais para a ligação entre as residências e os caminhos públicos. Algumas casas ficam em ilhotas e possuem acessos próprios, por isso nem todas as passarelas podem ser utilizadas livremente pelos turistas. Para entender melhor essa característica da paisagem holandesa, vale conhecer também outros destinos apresentados neste roteiro sobre a Holanda além de Amsterdã.

Por que os canais se tornaram tão importantes para os moradores?

A relação de Giethoorn com a água começou a ganhar forma por causa da extração de turfa, material vegetal utilizado como combustível no passado. A atividade exigiu a abertura de valas e canais para transportar o material retirado do solo. Com o tempo, esse trabalho transformou a paisagem pantanosa em uma rede de vias aquáticas, lagos e pequenas ilhas que influenciou a maneira como as casas foram construídas.

Os canais deixaram de servir apenas ao transporte de mercadorias e passaram a integrar a organização cotidiana do vilarejo. A localização das residências, dos jardins e das passagens reflete essa história, que ajuda a explicar por que a água continua tão presente na identidade local. Informações históricas e orientações para visitantes podem ser consultadas no site informativo de Giethoorn.

Giethoorn ficou conhecida pelos canais e pequenas pontes que conectam casas e ilhotas. Saiba como funciona a circulação e por que o vilarejo não é totalmente sem carros.

Como moradores e visitantes circulam pelo vilarejo?

No centro histórico, caminhar pelos caminhos junto aos canais e atravessar as pontes são formas práticas de conhecer a região. Para chegar a determinadas casas, os moradores utilizam as passarelas que ligam suas propriedades às áreas de circulação. Já os visitantes podem explorar os trechos acessíveis a pé, observando os jardins, as fachadas tradicionais e o movimento das embarcações.

Os barcos também têm papel importante na experiência local. Há passeios conduzidos por profissionais e pequenas embarcações elétricas, conhecidas como barcos silenciosos, que permitem navegar pelos canais sem o ruído característico de motores convencionais. Bicicletas são outra alternativa para percorrer os caminhos disponíveis, enquanto a escolha do trajeto depende das regras de circulação e das condições de cada trecho.

Giethoorn é uma cidade totalmente sem carros?

Não. A imagem de um lugar completamente sem automóveis é uma simplificação: a restrição à circulação de carros se concentra principalmente no núcleo histórico mais conhecido. Outras partes de Giethoorn têm ruas convencionais e acessos rodoviários, além de áreas de estacionamento próximas aos pontos de visitação. Por isso, é mais preciso dizer que o centro histórico tem uma configuração em que os carros perdem espaço para os canais e os caminhos de pedestres.

Essa particularidade faz de Giethoorn um destino interessante para quem gosta de arquitetura tradicional, história e paisagens moldadas pela água. A visita permite observar como uma comunidade adaptou seus deslocamentos às características do terreno, sem abandonar completamente os meios de transporte convencionais. O resultado é um vilarejo em que pontes, passagens e embarcações continuam conectando casas e ilhotas, preservando uma forma de organização urbana pouco comum para quem está acostumado às ruas das grandes cidades.

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Fonte: Catraca Livre

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