Com Bolsonaro, lares brasileiros foram invadidos por armas e maioria caiu nas mãos das facções, mostra vídeo de Lula
Por Hora do Povo — Hora do Povo

“É isso que você quer para o Brasil?”, questiona a peça. “Com Flávio Bolsonaro, você perde”
O candidato Flávio do Bolsonaro (PL) sinalizou retomar a política trágica de armas do seu pai, Jair Bolsonaro, em matéria do jornal Folha de S.Paulo, na quarta-feira (7).
A campanha de Lula denuncia em vídeo essa tragédia. “Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, mais de 1 milhão de armas chegaram aos lares brasileiros. E essas armas estão também nas mãos do crime organizado, ameaçando a segurança das famílias.
“É isso que você quer para o Brasil?”, diz a peça.
Um post compartilhado por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial)
Questionado pela Folha se a política de armas voltaria em um eventual governo, Flávio respondeu que a “legítima defesa tem que voltar, né? Só quem tá armado é bandido”, em referência à possibilidade de ampliar o acesso a armas para defesa pessoal. Ele esconde que foi a política de flexibilização de armas na gestão bolsonarista que abasteceu as facções e os traficantes.
Os CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) instituídos pelo então governo Bolsonaro são os principais fornecedores de armas para as facções.
Segundo estudos do Instituto Sou da Paz, os atiradores compram milhares de munições de fuzil diariamente (como os calibres 7.62 e 5.56), insumos que acabam abastecendo confrontos de longa duração travados pelo crime organizado contra as forças de segurança.
A flexibilização do acesso a armas foi uma das principais bandeiras do governo Jair Bolsonaro. Ao longo da gestão, foram editados 17 decretos, 19 portarias, duas resoluções e três instruções normativas relacionados à flexibilização das regras para armas e munições, além do envio de dois projetos de lei ao Congresso.
Conforme matéria do jornal, dados da Polícia Federal dão conta de que há 1,6 milhão de armas registradas em nome de 1,06 milhão de CACs no país. Desse total, cerca de 796 mil são pistolas, 370 mil são fuzis e carabinas e 251 mil, espingardas.
O número representa um salto em relação a 2018, antes do governo Jair Bolsonaro, quando havia 350.683 armas registradas em nome de CACs no país.
Já o governo Lula, desde o início do terceiro mandato, adotou medidas para restringir o acesso a novos armamentos e transferiu do Exército para a Polícia Federal o controle dos CACs. As mudanças, porém, tiveram efeito maior sobre a aquisição de novas armas do que sobre o estoque acumulado nos anos anteriores.
O aliado de Flávio, deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), garante que os decretos de Lula serão revogados e que a degenerada política de estimular armas de fogo vai continuar.
“A gente vai revogar todos os decretos do Lula sobre tiro. Aí o que volta? Volta a 9 mm como permitido, porte de trânsito, clube 24 horas, acaba nível, acaba habitualidade, acaba limite de arma”, disse o deputado.
O vídeo da campanha de Lula mostra cenas de IA, como o menino levando arma para escola, e verdadeiras, como a do garoto com arma na mão dada pelo pai, pulando em cima de um carro, na comemoração do resultado da eleição em Parnamirim (RN), cena que chocou o Brasil. “Uma criança não pode passar por isso”, finaliza a peça.
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Fonte: Hora do Povo