Ibovespa supera 209 mil pontos e encerra semana com alta de 11,17%

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Por Leonardo Lucena — Brasil 247

247 – O Ibovespa encerrou a sexta-feira (9) com valorização de 1,38%, aos 209.066,90 pontos, e estabeleceu um novo recorde de fechamento na bolsa brasileira. O principal índice do mercado acionário nacional também renovou sua máxima histórica durante o pregão, ao alcançar 209.713,45 pontos. Com o resultado, a B3 acumulou ganhos de 11,17% na primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, em meio à movimentação dos investidores diante do cenário político e da redução das taxas dos juros futuros.

Segundo informações da Reuters, o Ibovespa oscilou entre 206.237,55 pontos e 209.713,45 pontos durante a sessão. O volume financeiro negociado chegou a R$ 56,08 bilhões, enquanto ações de bancos, varejistas e construtoras contribuíram para a valorização do indicador. O noticiário eleitoral concentrou a atenção dos agentes financeiros, que deram menor peso à divulgação da inflação brasileira de setembro, acima das projeções do mercado.

O desempenho marcou o encerramento de uma semana de valorização das ações brasileiras. A redução dos juros futuros favoreceu empresas de setores sensíveis ao custo do crédito, especialmente o comércio e a construção civil.

Inflação fica em segundo plano nas negociações

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes a setembro.

O indicador registrou avanço de 0,82% no mês, acima das estimativas dos economistas. Apesar do resultado, o mercado acionário manteve sua trajetória de alta durante a sessão.

A inflação constitui um dos principais indicadores considerados nas decisões sobre a política monetária. A evolução dos preços influencia as expectativas para a taxa básica de juros e, consequentemente, os custos de financiamento das empresas e das famílias.

Na sexta-feira, a queda dos juros futuros favoreceu companhias que dependem do consumo, do financiamento imobiliário e das condições de crédito.

O movimento também contribuiu para a valorização de ações de empresas do setor financeiro.

Bolsas de Nova York avançam e petróleo registra alta

No cenário internacional, os principais índices acionários dos Estados Unidos também encerraram o pregão em terreno positivo.

O S&P 500, um dos indicadores de referência de Wall Street, avançou 0,60%, enquanto os investidores direcionaram suas atenções para o início da temporada de divulgação dos balanços corporativos do terceiro trimestre, previsto para a próxima semana.

O mercado norte-americano também aguardava novos indicadores de inflação, que poderão influenciar as expectativas sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos.

Os preços internacionais do petróleo acompanharam o movimento de valorização.

Os contratos futuros do Brent terminaram o dia cotados a US$ 104,72 por barril, com alta de 0,42%.

A commodity encontrou sustentação nas preocupações com a oferta, após o avanço do furacão Isaias em direção ao norte do Golfo do México.

Empresas petrolíferas interromperam mais de 70% da produção de petróleo bruto em águas norte-americanas na região, diante dos riscos associados às condições meteorológicas.

A perspectiva de restrições temporárias na produção contribuiu para a elevação dos preços internacionais.

Petrobras e bancos contribuem para avanço do Ibovespa

As ações da Petrobras acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais (PETR4) avançaram 0,94%, enquanto os ordinários (PETR3) registraram ganho de 1,82%.

O setor bancário também apresentou desempenho positivo. As ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 2,27%, e as do Bradesco (BBDC4) tiveram alta de 0,46%.

As units do BTG Pactual (BPAC11) avançaram 5,02%, enquanto os papéis ordinários do Banco do Brasil (BBAS3) ganharam 1,57%.

O Santander Brasil (SANB11) apresentou movimento contrário ao dos demais bancos citados, com desvalorização de 0,86%.

A Vale (VALE3) encerrou o pregão com valorização de 0,38%, mesmo diante da queda das cotações do minério de ferro no exterior.

Na Bolsa de Commodities de Dalian, na China, o contrato mais negociado da matéria-prima recuou 1,16%, para US$ 101,93 por tonelada métrica, alcançando o menor patamar desde 9 de abril de 2025.

Magazine Luiza dispara 19,22% com recuo dos juros futuros

Entre os destaques do pregão, as ações do Magazine Luiza (MGLU3) registraram valorização de 19,22%, impulsionadas pelo recuo das taxas de juros de longo prazo.

A redução dos juros futuros tende a favorecer o setor varejista ao diminuir as expectativas de custo do crédito e melhorar as perspectivas de financiamento do consumo.

Outras empresas do segmento acompanharam o movimento.

As ações da Lojas Renner (LREN3) avançaram 11,56%, enquanto os papéis da C&A Modas (CEAB3) subiram 8,38%.

O desempenho colocou as varejistas entre os principais destaques da sessão e refletiu a reação do mercado às mudanças nas expectativas para as condições financeiras.

MRV lidera ganhos após divulgar geração de caixa de R$ 456 milhões

No setor imobiliário, a MRV (MRVE3) registrou a maior valorização entre as ações que integram o Ibovespa, com avanço de 21,62%.

O movimento ocorreu após a construtora anunciar que encerrou o terceiro trimestre com geração de caixa de R$ 456 milhões.

Segundo a companhia, o resultado recebeu contribuição de diferentes fatores, incluindo a venda de ativos.

A divulgação dos números operacionais atraiu a atenção dos investidores e contribuiu para a valorização dos papéis.

A Cury Construtora (CURY3) também apresentou ganhos, com alta de 9,66% no pregão.

A empresa informou que sua geração de caixa alcançou R$ 253,6 milhões entre julho e setembro, crescimento de 8,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Outra construtora que terminou a sessão em alta foi a Tenda (TEND3), com avanço de 4,78%.

A companhia divulgou uma prévia operacional que apontou crescimento de 4,4% nas vendas do trimestre, totalizando R$ 1,29 bilhão.

Os resultados das empresas do setor reforçaram o movimento de valorização das construtoras, que também acompanharam a redução dos juros futuros.

O avanço do Ibovespa ocorreu em uma semana marcada pela reação dos investidores ao primeiro turno das eleições presidenciais, pelas mudanças nas expectativas sobre os juros e pelo desempenho de empresas dos setores bancário, varejista e imobiliário.

A valorização também acompanhou movimentos do mercado internacional, incluindo os ganhos das bolsas norte-americanas e a alta do petróleo.

Com o fechamento aos 209.066,90 pontos, a bolsa brasileira estabeleceu um novo recorde de encerramento e terminou a sexta-feira próxima da máxima intradiária de 209.713,45 pontos.

Fonte: Brasil 247

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