Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro ameaça Ibama, ICMBio e Funai
Por Vinícius — Partido dos Trabalhadores
FILIAR É UM ATO DE LUTA.
O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.
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Enquanto Lula fortalece a fiscalização ambiental, combate o garimpo ilegal e a proteção dos povos indígenas, candidato do PL defende afrouxar leis e explorar áreas protegidas
Da Rede PT de Comunicação
Publicado em 09/10/2026 às 16h16
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Quando o assunto é meio ambiente, o candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, segue o mesmo roteiro de descaso, esvaziamento e destruição adotado pelo pai quando ocupou a Presidência da República. Tal pai, tal filho. O filme do retrocesso ameaça se repetir. Entre as propostas defendidas por Flávio estão a revisão do papel de importantes órgãos públicos, como o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), que levam na flexibilização das regras ambientais e na ampliação da exploração de recursos naturais em áreas protegidas, incluindo terras indígenas.
O que Flávio Bolsonaro quer, na prática, é reduzir as restrições ambientais impostas a atividades econômicas e abrir mais espaço para a mineração e o agronegócio em territórios hoje protegidos por lei. Flávio também defende a legalização do garimpo e questiona a atuação dos órgãos responsáveis por fiscalizar crimes ambientais. É uma agenda que coloca em risco a preservação das florestas, a biodiversidade e os direitos dos povos originários.
A ameaça também chega às terras indígenas.
Assim como Jair Bolsonaro, que passou quatro anos sem homologar uma única terra indígena, Flávio sinaliza resistência à demarcação de novos territórios. O candidato a presidente do PL já afirmou: “Se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada porque a vocação do Estado é a produção”.
Em outra declaração, ao defender a exploração econômica desses territórios, comparou a situação dos indígenas à de animais em zoológicos.
As propostas ambientais de Flávio Bolsonaro seguem a mesma direção de medidas que abriram caminho para o enfraquecimento da proteção ambiental no país. O programa do candidato do PL se aproxima de uma agenda defendida por setores da extrema-direita no Congresso Nacional, marcada pelo esvaziamento de órgãos ambientais, pela flexibilização das regras de licenciamento, pela liberação de agrotóxicos e pelo avanço do marco temporal, que ameaça os direitos territoriais dos povos indígenas.
O que também chama a atenção é o que ficou de fora do plano. Em nenhum momento em seu programa são mencionadas expressões como “aquecimento global” ou “mudança climática”. O candidato ignora a gravidade das ondas de calor e das tragédias ambientais que atingiram o Brasil nos últimos anos, como, por exemplo, as enchentes no Rio Grande do Sul e as secas históricas na Amazônia. Apenas as inundações no Sul afetaram cerca de 5,5 milhões de pessoas, com prejuízos estimados em R$ 319,1 bilhões para o agronegócio.
Outra ameaça está no que se refere aos órgãos responsáveis pela proteção ambiental e pelos direitos indígenas. “Vamos eliminar superposições entre Ibama, Funai e ICMBio”, está escrito no programa de Flávio Bolsonaro, sem esclarecer quais atribuições pretende modificar.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, esses órgãos sofreram cortes, perda de estrutura e conflitos com servidores, enquanto o desmatamento avançou e atingiu índices alarmantes.
O plano do candidato do PL também abre espaço para uma atividade de alto risco ambiental: a exploração de gás por meio do chamado “fracking”, ou fraturamento hidráulico. A técnica utiliza a injeção de água, areia e produtos químicos sob alta pressão para quebrar rochas subterrâneas e liberar gás. Este tipo de intervenção é proibido ou restringido em diferentes países e regiões, pois o método é alvo de críticas devido aos riscos de contaminação do solo, dos rios, além dos impactos sobre comunidades próximas às áreas de utilização.
Enquanto o governo Lula trabalha para recuperar a fiscalização ambiental, combater o desmatamento e proteger os territórios indígenas, Flávio Bolsonaro apresenta propostas que podem enfraquecer essas garantias. O contraste está nas prioridades: de um lado, desenvolvimento com preservação ambiental; do outro, a flexibilização de regras que protegem o patrimônio natural e a população brasileira.
A diferença com o governo do presidente Lula
Desde 2023, o governo federal retomou a demarcação de terras indígenas, fortaleceu as operações contra o garimpo ilegal e recuperou políticas de fiscalização e proteção ambiental enfraquecidas durante a gestão Bolsonaro. Também criou o Ministério dos Povos Indígenas, ampliando a participação dos povos originários nas decisões sobre seus direitos e territórios.
Na política ambiental, Lula defende conciliar desenvolvimento econômico, produção agropecuária e preservação da natureza, com o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030. Já Flávio Bolsonaro aposta no afrouxamento das regras ambientais e na abertura de territórios protegidos à exploração econômica.
São dois caminhos distintos para o Brasil: de um lado, a defesa do desenvolvimento com proteção ambiental e respeito aos povos indígenas; do outro, a ameaça de repetir uma política que enfraqueceu a fiscalização, estimulou conflitos territoriais e deixou marcas profundas na Amazônia e na vida dos povos originários.
No Congresso, PL tem projetos de extinção a órgãos públicos e direitos trabalhistas
O alerta já está aceso e a população brasileira tem que ter conhecimento, tendo em vista que o Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, já tem propostas no Congresso Nacional que atacam o futuro dos direitos trabalhistas e de instituições públicas brasileiras. Há projetos apresentados por parlamentares do partido de Flávio e que estão disponíveis para votação popular em consultas públicas da Câmara Federal e do Senado. As medidas propõem a extinção de órgãos federais, mudanças nas regras de férias e 13º salário e proibições ao uso de banheiros por pessoas trans.
Entre os projetos que estão na Câmara, o PL 1007/2026 propõe acabar com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pela proteção de bens históricos e culturais do Brasil. Já o PL 994/2026, apresentado pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP), pretende acabar com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), importante instituição de regulação e de incentivo ao setor audiovisual brasileiro.
No Senado, a ofensiva também alcança o bolso do trabalhador. A PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e assinada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), abre caminho para um regime de trabalho baseado nas horas efetivamente trabalhadas. Na proposta, direitos como férias e 13º salário seriam proporcionais à carga horária, o que pode representar perdas para quem passar a trabalhar menos horas.
Outra proposta, o PL 4439/2025, de autoria de Jorge Seif (PL-SC) pretende garantir e reservar banheiros e vestiários femininos exclusivamente a mulheres do sexo biológico feminino, proibindo o acesso de mulheres trans a esses espaços.
Enquanto direitos trabalhistas e órgãos públicos estão na mira dessas propostas, o PL 2557/2026 de Izalci Lucas (PL-DF) quer isentar o Imposto de Renda sobre os rendimentos de militares, policiais militares e bombeiros, independentemente da patente, incluindo salários e aposentadorias.
As propostas que estão no Congresso Nacional demonstram como o partido de Flávio Bolsonaro quer atuar para acabar com o futuro do patrimônio brasileiro, da produção cultural, dos direitos sociais e das relações de trabalho.
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Fonte: Partido dos Trabalhadores
