Estação espacial da China se tornará plataforma global de pesquisa, diz primeiro astronauta chinês

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Por Leonardo Sobreira — Brasil 247

247 – Yang Liwei, o primeiro astronauta da China e vice-projetista-chefe da Agência Espacial Tripulada da China, afirmou que a estação espacial do país se tornará uma plataforma global de pesquisa para cientistas de todo o mundo.

De acordo com o Diário do Povo, Yang fez tais declarações durante o 77º Congresso Internacional de Astronáutica, que está sendo realizado na cidade mediterrânea de Antalya, na Turquia. Ele destacou que a China espera participar ativamente de intercâmbios e buscar cooperação com outros países em áreas como pesquisa científica, treinamento de astronautas, oferta de oportunidades de voo e educação científica.

Segundo Yang, os dois candidatos a astronauta paquistaneses, que atualmente atravessam um período de treinamento conjunto com seus colegas chineses, tiveram um desempenho excepcional ao longo do processo de treinamento.

Yang disse que a estação espacial chinesa receberá seu primeiro astronauta estrangeiro a bordo no segundo semestre deste ano. Na ocasião, um astronauta paquistanês realizará uma missão de voo de curta duração como especialista em carga útil.

Em relação ao programa de pouso lunar tripulado da China, Yang afirmou que o país aguarda com expectativa uma maior cooperação e intercâmbio com outras nações e convida todas as partes a participarem da construção de uma estação internacional de pesquisa científica lunar.

O congresso de cinco dias, que será encerrado na sexta-feira, reuniu autoridades de agências espaciais, astronautas, cientistas, engenheiros e representantes da indústria de todo o mundo.

A Administração Espacial Nacional da China, instituições de pesquisa e empresas espaciais comerciais chinesas apresentaram tecnologias e discutiram a cooperação internacional.

Jinlin Chen, fundador e CEO da Final Frontier — empresa de tecnologia espacial sediada em Beijing —, disse que a indústria aeroespacial comercial da China se desenvolveu rapidamente na última década. “O setor aeroespacial privado da China passou do zero para o um”, disse Chen à Xinhua, citando os avanços em foguetes reutilizáveis como um marco fundamental que pode reduzir os custos de lançamento e viabilizar a ampla utilização de satélites de baixo custo.

A Final Frontier está desenvolvendo satélites de computação de última geração, buscando aplicar avanços no projeto e na fabricação de semicondutores à tecnologia espacial.

“Estamos satisfeitos em colaborar com empresas turcas em diversas frentes”, afirmou Chen, acrescentando que as negociações com potenciais clientes e parceiros já haviam começado durante o congresso.

A crescente presença chinesa no evento atraiu a atenção das autoridades espaciais da Turquia — país anfitrião que também nutre ambições lunares e espaciais.

Yusuf Kirac, chefe da Agência Espacial Turca, saudou a participação de instituições e empresas chinesas no congresso.

“Mantemos excelentes relações com a China e trabalhamos em estreita colaboração com nossos parceiros chineses”, disse Kirac à Xinhua.

Fonte: Brasil 247

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