Distrito Drag e Defensoria do DF promovem mutirão para retificação de nome e gênero
Por Ana Gonçalves — Brasil de Fato
Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.
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A retificação de nome e gênero no registro civil ainda esbarra em obstáculos econômicos e sociais para pessoas trans e não binárias. Para ampliar o acesso a esse direito, o Distrito Drag e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) promovem uma nova etapa de um projeto que prevê atender 50 pessoas trans.
Segundo a diretoria do Distrito Drag, a organização já viabilizou 70 retificações de nome e gênero com o apoio de parceiros. A experiência, de acordo com o coletivo, evidenciou a necessidade de dar continuidade à iniciativa, especialmente diante das barreiras financeiras que podem impedir a conclusão do procedimento.
As inscrições vão até o dia 19 de outubro pelo formulário online disponível neste link, e a ação acontecerá no próximo mês.
A falta de documentos retificados também pode gerar dificuldades em situações cotidianas nas quais a identificação civil é necessária. A iniciativa busca contribuir para que o nome e o gênero das pessoas atendidas sejam respeitados em espaços como serviços de saúde, instituições de ensino e locais de trabalho, reduzindo situações de constrangimento e discriminação.
Os gastos com cartório estão entre os principais entraves para quem busca alterar oficialmente o nome e o gênero nos documentos. A variação dos custos conforme o local de nascimento pode dificultar o acesso ao procedimento, sobretudo para quem não dispõe de recursos para arcar com as despesas. A esse cenário se somam situações de preconceito e discriminação que afetam o reconhecimento da identidade de pessoas trans em diferentes espaços sociais.
A proposta do projeto surgiu da percepção de que muitas pessoas trans ainda enfrentam dificuldades para garantir o reconhecimento oficial de sua identidade. O Distrito Drag já mantinha contato com pessoas que frequentavam suas atividades e participavam de cursos oferecidos pela organização. A aproximação com a Defensoria Pública permitiu estruturar uma parceria para ampliar o alcance dos atendimentos.
A realização dos mutirões também permite concentrar os atendimentos em uma data específica e organizar as etapas administrativas necessárias ao encaminhamento dos pedidos. Na avaliação da organização, esse formato facilita a articulação com a Defensoria e contribui para dar mais agilidade ao trabalho.
A primeira etapa possibilitou 70 retificações, segundo o Distrito Drag. Para a nova fase, a meta é atender outras 50 pessoas trans. A organização espera que a iniciativa ajude a superar parte das barreiras econômicas e sociais que ainda dificultam o acesso à retificação.
“A intenção é evitar situações de discriminação e garantir que o novo nome e gênero sejam respeitados em serviços de saúde, educação, emprego e outros espaços”, afirma a diretoria do Distrito Drag.
Mutirão de retificação de nome e gênero
Data: 18 de novembro de 2026
Inscrições: até dia 19 de outubro pelo formulário disponibilizado pela organização (acesse aqui)
Horários de atendimento: 13h às 15h para pessoas com registro civil do Distrito Federal; 15h às 17h para pessoas com registro civil de outros estados.
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Fonte: Brasil de Fato