MEC anuncia reconstrução de laboratórios da UFPE após incêndio

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Por Gabriel Andrade — Carta Capital

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Todo o material dos laboratórios foi destruído pelas chamas

O Ministério da Educação (MEC) vai construir um novo prédio para abrigar os laboratórios e salas destruídos pelo incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na noite de quarta-feira 7. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante visita ao campus nesta quinta-feira 8.

Segundo o ministro, a obra começará assim que a investigação sobre o incidente for concluída, prazo estimado em 30 dias. O novo edifício seguirá o projeto executivo do campus de Sertânia e terá cerca de 7 mil metros quadrados, o dobro da área do prédio incendiado. A construção está orçada em 28 milhões de reais.

Barchini afirmou que os equipamentos destruídos serão recomprados e que outros ministérios com investimentos no local, como Saúde e Transportes, se comprometeram a colaborar. De acordo com o ministro, o levantamento inicial aponta para um investimento da ordem de 100 milhões de reais.

“Houve uma perda muito grande nesse prédio em que funcionam vários laboratórios, entre eles o Nupit [Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino], com pesquisas muito importantes para a Universidade Federal de Pernambuco e para o Brasil”, declarou Barchini.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, informou que cerca de 200 dissertações e teses estavam em andamento nos locais atingidos. Todo o material dos laboratórios foi destruído pelas chamas. O reitor descartou risco de contaminação em áreas próximas, incluindo as moradias estudantis.

Para evitar prejuízos acadêmicos, o ministro anunciou que estudantes com bolsas de pós-graduação terão extensão de prazo para concluir suas pesquisas. Pesquisadores em fase final de doutorado poderão acessar um chamamento especial para doutorado-sanduíche no exterior, em laboratórios de países que já se comprometeram a apoiar a UFPE.

“Esses estudantes não terão prejuízo. Manterão suas bolsas e poderão finalizar suas pesquisas. Os estudantes de mestrado também poderão acionar esse programa ou fazer parte de sua pesquisa em outras universidades brasileiras”, afirmou Barchini.

O delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, relatou que robôs e drones foram usados para captar imagens da área atingida, permitindo que peritos iniciem os trabalhos enquanto o acesso ao prédio permanece restrito por questões de segurança.

Bastos afirmou que peritos do Instituto Nacional de Criminalística especializados nesse tipo de ocorrência e com equipamentos específicos chegarão a Pernambuco para reforçar as investigações. O trabalho terá duas frentes: identificar a origem do fogo e reconstituir a dinâmica dos fatos que antecederam o incidente. A Polícia Federal já iniciou oitivas e deve colher novos depoimentos nos próximos dias.

O reitor Alfredo Gomes informou que a Superintendência da Polícia Federal foi acionada após relatos de ameaças à universidade. “É um absurdo que uma instituição pública com a tradição que tem a universidade federal seja alvo de ataques nas redes sociais. Repudiamos profundamente essa atitude. Pedimos abertura de investigação em relação às causas do incêndio e também à circulação de ameaças à nossa comunidade estudantil”, disse.

*Com informações da Agência Brasil.


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Fonte: Carta Capital

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