Esther Dweck desmonta fake news bolsonarista sobre rombo das estatais
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, veio a público desmentir categoricamente a narrativa da extrema-direita de que as empresas estatais brasileiras teriam passado a registrar prejuízo. Com dados consolidados e explicações didáticas, a ministra desarmou a peça de desinformação disseminada por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e reafirmou o papel estratégico e rentável do patrimônio público no desenvolvimento do país.
Segundo a ministra, o desempenho financeiro das empresas públicas sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o ciclo anterior.
R$ 484 bilhões em lucros: nos três primeiros anos do mandato do presidente Lula, as estatais acumularam R$ 484 bilhões em resultado positivo — cifra 23% superior ao volume registrado em igual período da gestão Bolsonaro.
Salto nos investimentos: em 2025, os aportes das estatais brasileiras alcançaram R$ 116 bilhões, valor 125% maior do que o registrado no último ano do governo anterior. Para 2026, a projeção aponta para R$ 140 bilhões em investimentos públicos, o que representa uma expansão de 175% em relação a 2022.
“As nossas estatais são lucrativas e estão investindo para melhorar a vida dos brasileiros”, destacou Esther Dweck.
Entenda o papel das “estatais dependentes”
A ministra também esclareceu o conceito de estatal dependente, alvo constante de ataques descontextualizados por parte dos defensores da privatização irrestrita. Trata-se de empresas voltadas à prestação de serviços públicos fundamentais e gratuitos, cujos custos operacionais são financiados diretamente pelo Tesouro Nacional.
A cada R$ 4 investidos pelo governo nessas companhias, aproximadamente R$ 3 destinam-se a duas frentes centrais:
Defesa da soberania e do patrimônio nacional
Dweck alertou que os ataques sistemáticos e as mentiras propagadas sobre a gestão pública atendem a interesses específicos que visam desvalorizar ativos estratégicos do Estado brasileiro para posterior privatização a preço aviltado.
A ministra recordou as tentativas passadas de alienação do Serpro e da Dataprev, empresas estratégicas responsáveis pela custódia e proteção de dados sigilosos e sensíveis de milhões de cidadãos brasileiros.
Ela destacou que a atuação das estatais segue presente na vida cotidiana da população — desde o financiamento da casa própria e o apoio à agricultura até a infraestrutura energética —, consolidando-se como pilar fundamental da soberania e da indução do crescimento econômico.
Fonte: Brasil 247