Por Maurício de Araújo Lima — Brasil 247

Again palavra perigosa

Que já não é

Mais

Again é difícil de se repetir

Porque sempre haverá

Um além

Mandando mudar

Mandando não mais ser

Porque já não é

E provavelmente não será de novo

Porque o novo é um renovar

Again e again e again

Sem voltar, sem voltar, sem voltar

Never again

And ever again

Enganar

É mais fácil que realizar.

MAGA 2

Patalógica

Patológica

Vulgar e alaranjada

Como certas frutas

Que não dão fruto

Nem sementes

Só milionários em busca da moedinha número 1 

Ilógica figura 

Minúscula e microscópica

Num pântano imundo

De imoralidade 

Amoral e perversa

Reverso

Do verso do imortal

Rigor mortis

Flagelo

Não mais do Egito

Mas da América

Que nunca mais será a mesma

Quando o futuro vier

E esse futuro está próximo.

Sem dólar

Sem fronteira com o México

Sem igualdade com o Canadá

Nem mesmo o gelo da Groelândia

Porque a liberdade derreteu 

De uma sólida estátua

Que submergiu 

No mar de lama

Da mágica

Que não funcionou 

E frustrou uma multidão

De zumbis

Que invadiram Manhattan

E ocuparam aquele prédio de nata

Batida junto com breu.

Fonte: Brasil 247

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