Kátia Abreu volta a criticar exposição de Janja: ‘prioridade é aparecer ou eleger Lula?’
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – A ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO) voltou a criticar o espaço ocupado pela primeira-dama, Janja, na campanha do presidente Lula (PT), avaliando que a prioridade do momento deve ser a reeleição do mandatário. Em entrevista ao jornal O Globo, a ex-parlamentar defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ganhe mais protagonismo neste segundo turno. “Ele precisa aparecer mais porque ele ajuda muito, ajuda em São Paulo, ajuda no mercado financeiro, ajuda junto aos empresários, ele ajuda toda sorte”, afirmou Kátia Abreu.
Segundo ela, as observações sobre a atuação da primeira-dama têm como base puramente um cálculo eleitoral. “Não se trata de gênero, se trata de prioridade eleitoral. Está causando simpatia? Está gerando voto? Nós estamos percebendo que não, e isso está na boca de todo mundo. Isso não tira o valor dela”, declarou a ex-senadora.
Durante a entrevista, Kátia Abreu refez o questionamento que já havia levado a uma reunião interna do partido sobre a forte presença de Janja. “Nesta hora, qual é a prioridade: aparecer ou eleger o marido? Para mim, é eleger o Lula”, disse. Para ela, há um excesso na participação de Janja nos palanques e na coordenação das ações. “Não se trata de implicância com ela, se trata de uma implicância com o excesso dela que não está gerando coisas positivas”, completou.
A ex-senadora também abordou as repercussões de que Janja lhe teria enviado uma mensagem após seus posicionamentos virem à tona. “Eu não quero que isso vire uma fofoquinha. Daqui a pouco sai que eu falei da mensagem, a mensagem disse isso, eu respondi aquilo. Esquece isso. Falei o que tinha que falar, o que eu estava sentindo, e não me arrependo”, afirmou.
Além de discutir o papel da primeira-dama na pré-campanha, Kátia Abreu analisou o cenário governamental e avaliou como positiva a eventual indicação de Alckmin para o Ministério da Fazenda em um futuro governo. “Eu vi na imprensa — senão daqui a pouco vão dizer que eu estou indicando ministro, Deus me livre — que o Lula estava pensando em indicá-lo para a Fazenda. Eu acho simplesmente perfeito”, comentou.
A ex-senadora ressaltou ainda que a condução da pasta econômica não exige formação específica na área, mas sim capacidade estratégica e liderança. “O ministro da Fazenda não precisa ser economista. Ele precisa ter projeto, ter plano e equipe de economistas maravilhosos que o convençam das questões”, concluiu.
Fonte: Brasil 247