TSE julga candidatura de Deltan Dallagnol nesta quinta-feira (8)

0

Por Redação — Brasil de Fato

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

No audio source provided.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) nesta quinta-feira (8). O plenário se reúne às 10h para decidir se o ex-procurador da Lava Jato está elegível ou não. No primeiro turno das eleições, nesse domingo (4), Dallagnol foi eleito ao Senado pelo Paraná com 2,9 milhões de votos (25,14%). Em 2023, o TSE cassou seu mandato como deputado federal por fraude à Lei da Ficha Limpa e o considerou inelegível por 8 anos.

Na época, Dallagnol havia pedido exoneração do cargo de procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) para se candidatar à Câmara dos Deputados. Ele tinha processos administrativos disciplinares em aberto e, ao sair do MPF, escapou de punições que poderiam deixá-lo inelegível. A Lei da Ficha Limpa proíbe esse tipo de prática.

Em setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou a candidatura ao Senado de Deltan. No sábado (3), Floriano de Azevedo Marques, ministro relator do caso, do TSE, determinou em decisão monocrática o indeferimento do registro, ou seja, suspendeu a candidatura, por entender que o TRE-PR contrariou uma decisão prévia de uma Corte superior. Poucas horas depois, na manhã do domingo, Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, derrubou a decisão e aprovou a candidatura.

Agora, o plenário dos ministros do TSE se reúne para decidir, em conjunto, se é válida a candidatura de Dallagnol ao Senado. Se o Tribunal confirmar o indeferimento, ele será impedido de assumir a vaga no Senado pelo Paraná e o estado terá que realizar novas eleições suplementares para o cargo.

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Fonte: Brasil de Fato

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *