É falso que urnas interromperam apuração de votos no primeiro turno

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Por Bianca Bortolon — Aos Fatos | Valorize o que é real

<p style=”margin-bottom:13px”>Não é verdade que urnas eletrônicas dos modelos UE2013 e UE2015 tenham apresentado erros e travado a apuração do primeiro turno, como afirmam publicações nas redes sociais. Houve, de fato, uma falha técnica na divulgação do resultado nacional na internet, mas que não teve a ver com as urnas nem afetou a contagem dos votos, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).</p>

<p>Postagens com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 945 mil visualizações no X até a tarde desta terça-feira (6).</p>

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<blockquote data-stamp=”falso”>
<p>Estranhamente às 19:16 as urnas modelos UE2013 e UE2015 geram erro e a contagem ficou travada!</p>
</blockquote>

<figure><picture data-type=”stamp” data-value=”falso”><img alt=”A imagem tem fundo preto e apresenta um texto em branco, organizado como uma publicação sobre urnas eletrônicas. No topo, o texto diz: ‘INTRA TSE: Estranhamente às 19:16 as urnas modelos UE2013 e UE2015 geram erro e a contagem ficou travada!’. Abaixo, aparece uma captura de tela de uma lista de registros, com várias linhas contendo horários, modelos de urnas como UE2020, UE2015 e UE2022, o endereço ‘https://resultados.tse.jus…’ e a indicação ‘Status: RECEIVED’. Na parte inferior da captura, aparece o indicador de duração ‘1:05’.” class=”w-full” height=”577″ src=”https://static.aosfatos.org/media/cke_uploads/2026/10/06/6-10-2026_travaurna.png” width=”571″ /></picture></figure>

<p>Publicações nas redes enganam ao afirmar que urnas eletrônicas dos modelos UE2013 e UE2015 apresentaram erros e que a contagem dos votos foi interrompida durante a apuração do primeiro turno das eleições.</p>

<p>Em <a href=”https://www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato/checagens/2026/e-falso-que-a-interrupcao-na-divulgacao-dos-resultados-tenha-fraudado-o-resultado-do-1o-turno-para-presidente” target=”_blank”>nota</a>, o TSE confirmou que houve uma falha técnica na noite de domingo (4) no sistema que gera os arquivos para exibição do resultado nacional na internet — não nas urnas, na apuração ou na totalização dos votos.</p>

<p>Além disso, o problema atingiu apenas a divulgação do resultado nacional para presidente na internet e não teve relação com modelos específicos de urnas.</p>

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<p>Segundo o tribunal, um aumento no volume de dados por volta das 19h14 provocou uma contenção no processamento e paralisou um dos módulos responsáveis pela geração dos arquivos usados para atualizar a visualização “Brasil” no sistema de resultados.</p>

<p>Naquele momento, 64,81% dos dados da votação para presidente já haviam sido divulgados. O funcionamento foi restabelecido às 20h04.</p>

<p>A falha não interrompeu a apuração e a totalização dos votos. Enquanto a página nacional deixou temporariamente de ser atualizada, os boletins de urna continuaram a ser transmitidos, recebidos e processados pela Justiça Eleitoral. A divulgação dos resultados por estado também continuou funcionando normalmente, inclusive para a eleição presidencial.</p>

<p>O TSE observou ainda que é “100% falsa” a gravação utilizada nas postagens desinformativas, na qual aparecem as inscrições em uma tela preta. “(A gravação) Não foi produzida com dados da justiça eleitoral”, complementou o órgão.</p>

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<p><strong>Falha técnica.</strong> A Justiça Eleitoral diferencia três etapas do processo eleitoral:</p>

<ul>
<li aria-level=”1″>A apuração, realizada pela própria urna eletrônica em cada seção após o encerramento da votação;</li>
<li aria-level=”1″>A totalização, que corresponde à soma dos resultados registrados nas diferentes seções;</li>
<li aria-level=”1″>E a divulgação, uma etapa posterior em que esses dados são apresentados ao público pela internet.</li>
</ul>

<p>O problema ocorrido no domingo atingiu essa última etapa. Segundo o TSE, os demais processamentos continuaram funcionando, entre eles a transmissão e o recebimento dos boletins de urna e o cálculo das totalizações.</p>

<p>A totalização chegou a ser suspensa brevemente como medida de segurança para que os sistemas fossem verificados individualmente, mas isso não alterou os resultados já registrados pelas urnas.</p>

<p>Cada urna imprime, ao término da votação, o BU (Boletim de Urna), documento que registra o total de votos daquela seção. Uma via é obrigatoriamente afixada no local de votação, e fiscais dos partidos podem obter cópias.</p>

<p>Os boletins também possuem QR Code, o que permite comparar os números impressos na seção com os resultados posteriormente publicados pelo TSE.</p>

<details open><summary>O caminho da apuração</summary>

<p><strong>Aos Fatos </strong>consultou os esclarecimentos publicados pelo TSE sobre o episódio e verificou as informações fornecidas pela Justiça Eleitoral sobre as etapas de apuração, totalização e divulgação dos votos.</p>
</details>

Fonte: Aos Fatos | Valorize o que é real

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