Motta fala em “conquista para nossa democracia” com avanço do percentual de mulheres na Câmara
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou nesta quarta-feira (7) o avanço da bancada feminina eleita para a próxima legislatura como uma marco histórico para o parlamento brasileiro. “A nova composição da Câmara dos Deputados traz uma conquista inédita para nossa democracia: a partir de 2027, teremos a maior bancada feminina da história. Foram 109 deputadas eleitas, um crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura. Mais mulheres no Plenário significam mais vozes no diálogo e mais força para pautas que fazem diferença na vida das brasileiras e de suas famílias”, declarou o parlamentar em publicação nas redes sociais.
Com o resultado do pleito de domingo (4), a presença de parlamentares mulheres subiu de 90 eleitas em 2022 para 109 para o mandato que se inicia em 2027, o que representa uma ocupação de 21,2% das vagas na Câmara, contra 17,5% na votação anterior. Entre as eleitas, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, destaca-se como a mulher mais jovem a conquistar uma vaga na Casa, somando 524.219 votos. Em São Paulo, Erika Hilton (PSOL) consagrou-se como a candidata mais votada do país para o cargo entre as mulheres, obtendo 1.596.472 votos.
Apesar do avanço feminino, a nova composição da Câmara dos Deputados continuará sendo majoritariamente masculina, branca, concentrada na faixa etária entre 40 e 49 anos e com 60% dos parlamentares integrando a classe dos milionários. Os homens seguem como ampla maioria ao ocupar 404 cadeiras, o equivalente a 78,8% do total de eleitos. Os dois candidatos mais votados em todo o Brasil para a Câmara Federal foram Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3.038.438 votos.
No quesito cor ou raça, 374 parlamentares se declararam brancos, 135 se identificaram como negros (pretos e pardos), três como indígenas e um como amarelo. Na legislatura anterior, a composição registrava 366 brancos, 139 negros, quatro indígenas, três amarelos e um parlamentar sem informação. Percentualmente, a representação negra recuou de 27,1% para 26,3%, enquanto a participação de parlamentares brancos subiu de 71,3% para 72,9%. A bancada indígena da nova legislatura será composta por Juliana Cardoso (PT-SP), Sônia Guajajara (PSOL-SP) e Paulo Guedes (PT-MG).
A distribuição partidária coloca o PL com a maior bancada da Casa ao garantir 121 cadeiras. A legenda registrou um crescimento de 23 assentos em relação ao pleito de 2022, quando elegeu 98 parlamentares. O partido ficou à frente do PT, que variou de 69 para 70 deputados eleitos, do União Brasil, que teve redução de 57 para 46 assentos, do PSD, que obteve 43 vagas, e do PP e do Republicanos, que conquistaram 41 cadeiras cada. Os 513 deputados federais eleitos assumirão seus mandatos a partir de 2027 para representar os estados e o Distrito Federal.
A taxa de renovação da Casa registrou a reeleição de 296 deputados, alcançando um índice de recondução de 57,7%. O PL lidera o número de parlamentares reeleitos, mantendo 63 nomes em suas bancadas, seguido pelo PT, que reelegeu 41 deputados para o próximo período legislativo.
A faixa etária predominante na nova Câmara está entre 40 e 49 anos, reunindo 162 deputados (ante 154 em 2022), seguida pelo grupo de 50 a 59 anos, que passou de 118 para 126 eleitos. A presença de jovens com menos de 30 anos cresceu de 20 para 23 eleitos, ao passo que o grupo com 70 anos ou mais aumentou de 26 para 30 parlamentares. O deputado mais jovem da próxima legislatura é Alvinho Lira (PP-AL), com 20 anos. No grupo de maior idade, com 77 anos no dia da votação, estão Magda Mofatto (PL-GO), Busato (União-RS) e Sergio Zambiasi (Podemos-RS).
Sob a perspectiva financeira, 309 dos 513 deputados eleitos declararam patrimônio individual superior a R$ 1 milhão. Dentro deste grupo de milionários, 234 informaram bens entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões; 44 possuem de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões; e 31 declararam bens acima de R$ 10 milhões.
Entre os demais eleitos, dois possuem patrimônio de até R$ 10 mil; 27 declararam entre R$ 10 mil e R$ 100 mil; 84 têm entre R$ 100 mil e R$ 500 mil; outros 84 possuem entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão; e sete informaram não possuir bens patrimoniais. O maior patrimônio declarado pertence a Jadyel Alencar (Republicanos-PI), com R$ 107,1 milhões, seguido por Duda Ramos (Podemos-RR), com R$ 78,5 milhões, e Newton Bonin (Republicanos-PR), que declarou R$ 75,7 milhões.
Fonte: Brasil 247