Marinho sinaliza veto a nomes radicais em eventual governo de Flávio Bolsonaro

0

Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), tem indicado a dirigentes de partidos do Centrão e da direita que nomes considerados radicais não deverão ter espaço na formação de um eventual governo do candidato. A sinalização foi feita por Marinho em conversas com lideranças partidárias nos últimos dias, segundo informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

O coordenador afirmou que Flávio Bolsonaro prefere receber indicações de quadros técnicos e políticos, em vez de nomes identificados principalmente por posições ideológicas. A orientação faz parte da tentativa de apresentar Flávio como um candidato de perfil mais moderado que o de seu pai, Jair Bolsonaro. Interlocutores do senador avaliam que a presença de ministros considerados radicais entraria em contradição com essa estratégia política.

A comparação tem como referência a composição inicial do governo Bolsonaro. Ao assumir a Presidência, em 2019, Jair Bolsonaro entregou ministérios importantes a figuras fortemente identificadas com a ala ideológica de sua base, entre elas Ernesto Araújo, no Ministério das Relações Exteriores, e Abraham Weintraub, na Educação.

Segundo a coluna, a presença desses nomes no primeiro escalão contribuiu para o distanciamento entre o Palácio do Planalto e partidos do Centrão naquele período. A aproximação com essas legendas ganhou força posteriormente, em meio às dificuldades políticas enfrentadas pelo então governo no Congresso.

Até agora, Flávio Bolsonaro anunciou apenas um nome para uma eventual equipe ministerial: o médico Cláudio Lottenberg, escolhido para comandar o Ministério da Saúde caso o candidato vença a eleição.

Aliados afirmam, no entanto, que não há outros integrantes do primeiro escalão definidos. A montagem de uma eventual equipe de governo depende do resultado do segundo turno da eleição presidencial.

Apesar disso, diferentes nomes já circulam entre aliados para ocupar ministérios estratégicos. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é mencionado como possível escolha para a Segurança Pública.

Para o Ministério da Fazenda, aparecem nas articulações os nomes de Marcelo Kayath e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Na área de Minas e Energia, o economista Adriano Pires, que colaborou com a campanha, também é citado nos bastidores.

Já para a Agricultura, estão entre os nomes mencionados o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União).

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *