Eleitos pelo ES: interesses dos capixabas devem ser soberanos

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Publicado em 07 de Outubro de 2026 às 05:00

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São 42 nomes que saíram das urnas do Espírito Santo neste 4 de outubro e já estão com a chancela popular nas mãos para fazer a diferença para capixabas e brasileiros nos próximos quatro anos (oito, no caso dos dois senadores eleitos). 

Cada um desses deputados estaduais e federais, além dos senadores já citados,  devem sentir desde já o peso da responsabilidade que passam a carregar. A política não pode ser tratada como um aventura, essa é a primeira lição a ser encarada quando forem empossados, em 1º de fevereiro de 2027.

O apelo pelo engajamento dos novos legisladores é mais do que justo. São as decisões que partem dos plenários que fazem os governos caminharem, e o protagonismo especialmente do Congresso nesse sentido tem sido inequívoco. A começar pelas decisões tomadas no ciclo orçamentário: tanto no Estado quanto no país são encaminhamentos cruciais para as entregas esperadas pela população. 

Deputados federais e senadores se veem imersos nos recursos bilionários das emendas parlamentares, destinadas aos seus redutos eleitorais. O Congresso ganhou ainda mais influência política e tem sido cobrado por mais transparência nessa gestão, que vai continuar se impondo à nova legislatura como um desafio técnico, político e ético.

A eleição trouxe uma oxigenação nos quadros que podem ser uma oportunidade de buscar caminhos novos para problemas velhos e persistentes. Na Assembleia, foram 16 deputados novatos eleitos, enquanto na Câmara Federal, a renovação foi de 70%. No Senado, não houve reeleição para as duas vagas.

A polarização continua sendo um cenário inescapável com as novas composições nacionais e estadual, como mostram os resultados das urnas. Chegou a um ponto que parece utópico pedir mais racionalidade, lembrando que a política trabalha pela construção de consensos que beneficiem a população. 

Mais uma vez, não custa repetir: os parlamentares deixam de fazer campanha e passam a fazer política quando assumem seus cargos. Saúde, educação, infraestrutura, cidadania, segurança pública… há muito trabalho a fazer para construir um país com mais oportunidades. Os interesses coletivos devem ser soberanos.                                                                                                                        

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