Bancada negra do PT cresce na Câmara e nas assembleias estaduais
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – A representação negra do PT cresceu nas eleições de 2026, tanto na Câmara dos Deputados quanto nas assembleias legislativas. Entre os destaques está Vilma Reis, eleita deputada estadual na Bahia, que se soma a uma nova geração de parlamentares negros que ocupará os espaços legislativos a partir de 2027. Segundo balanço do partido, cinco novos parlamentares negros foram eleitos para a Câmara dos Deputados, nove conquistaram a reeleição e 41 deputadas e deputados estaduais negros obtiveram mandato.
O avanço é atribuído pelo PT à combinação entre organização partidária, mobilização dos movimentos negros e fortalecimento de candidaturas que enfrentaram, durante a campanha, diferentes manifestações de racismo político e eleitoral.
Cinco novos nomes chegam à Câmara
Na disputa pela Câmara dos Deputados, cinco novos parlamentares negros do PT conquistaram mandato.
Entre os nomes destacados pelo partido estão Renato Freitas, Anielle Franco e Ana Elisa. Ao mesmo tempo, nove parlamentares negros conseguiram renovar seus mandatos, ampliando a continuidade dessa representação no Congresso Nacional.
Dandara Tonantzin está entre as parlamentares que conquistaram a reeleição.
O crescimento ocorre também em um cenário de expansão da bancada federal petista como um todo. O partido elegeu 70 deputados federais em 2026, contra 64 nas eleições de 2022.
Assembleias elegem 41 parlamentares negros
O avanço também foi registrado nos Legislativos estaduais. Segundo o levantamento partidário, 41 deputadas e deputados estaduais negros foram eleitos pelo PT.
Entre os resultados de maior destaque está o de Dani Portela, que obteve a maior votação para deputada estadual em Pernambuco, com 146.123 votos.
Em São Paulo, Duda Hidalgo também aparece entre as novas lideranças destacadas pelo partido, enquanto Teonilio Barba conquistou a reeleição. Divaneide também obteve novo mandato.
Para o PT, a ampliação da presença negra nas assembleias fortalece a possibilidade de transformar demandas históricas dos movimentos sociais em iniciativas legislativas e políticas públicas.
Mobilização política
O partido atribui os resultados à construção de candidaturas negras nos estados e à atuação dos movimentos que historicamente reivindicam maior representação nos espaços de poder.
A avaliação é que essas candidaturas ainda enfrentam dificuldades específicas durante as disputas eleitorais, entre elas episódios de racismo político, desigualdade no acesso a estruturas de campanha e ataques direcionados à identidade dos candidatos.
O desempenho nas urnas em 2026 é apresentado pelo partido como um avanço nesse processo de ocupação institucional.
Desafio agora é transformar representação em políticas
Para o secretário nacional de Combate ao Racismo do PT, Tiago Soares, a eleição de um número maior de parlamentares negros abre uma nova etapa.
A prioridade, segundo ele, é transformar a representação conquistada nas urnas em ações concretas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial.
Isso envolve articular deputados federais e estaduais em torno de uma agenda comum e ampliar a interlocução entre os mandatos, o partido e os movimentos sociais.
PT defende organização permanente
A Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do PT também defende que o crescimento registrado em 2026 seja acompanhado por um trabalho permanente de formação política e organização.
Na avaliação de Tiago Soares, o novo ciclo exige unidade, diálogo e articulação para consolidar a presença negra nos espaços de decisão.
Com cinco novos deputados federais negros, nove reeleitos e 41 parlamentares estaduais eleitos, o partido chega à próxima legislatura com uma representação negra maior e com o desafio de converter esse crescimento eleitoral em atuação legislativa e políticas públicas.
Fonte: Brasil 247