Frente da Agropecuária declara apoio a Flávio Bolsonaro
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, em movimento que aproxima a bancada ruralista da campanha do candidato.
O senador da extrema direita afirmou que, em caso de vitória, a indicação para o Ministério da Agricultura e Pecuária será definida a partir de diálogo com a frente parlamentar. O candidato também disse que pretende alinhar seu eventual governo às demandas do agronegócio.
Responsável por cerca de 25% do PIB brasileiro, o setor foi apresentado por Flávio como uma área central para investimentos, crédito, infraestrutura e armazenagem. O candidato afirmou que buscará reduzir juros para facilitar o financiamento da produção.
“Vou reduzir a taxa de juros para baratear o financiamento. Vamos trazer investimentos em infraestrutura, ampliar a capacidade de armazenagem para melhor negociar os preços das nossas commodities, não só no Brasil, mas com todo o mundo”, disse.
O senador disse que pretende atuar para reduzir a dependência brasileira de insumos sujeitos a crises internacionais, como fertilizantes. Ele citou, como exemplo, “essa guerra que está acontecendo na Rússia com a Ucrânia”.
Críticas ao governo Lula
Ao lado de parlamentares da FPA, Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula e afirmou que o agronegócio recebe tratamento de adversário pelo governo federal. O candidato também mencionou uma fala de Lula em Santa Catarina, que gerou reação de representantes do setor.
“É mais um setor que está sofrendo demais nas mãos do atual governo, que tem tratado como se fosse um inimigo. Estava lá em Santa Catarina recentemente, dizendo que eles tinham que se ajoelhar aos pés dele em função do que ele acha que fez para o setor”, disse.
Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) também criticou a política econômica do governo Lula e afirmou que o produtor rural enfrenta dificuldades financeiras.
“Se há alguém de joelho nesse país é o produtor rural, mas obviamente que não é para o atual presidente. Nós estamos de joelho devido ao tamanho do problema financeiro que o país nos colocou, que a economia brasileira se encontra e o resultado está aí”, declarou.
Juros e capacidade de produção
Ao lado de integrantes da frente, entre eles a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, Lupion disse que a política econômica atual afeta a agropecuária.
“Estamos falando de um juro real para o produtor de mais de 20% e isso impede qualquer tipo de produção. Quando impede a produção, impede a geração de emprego e impede o crescimento econômico”, criticou.
Fonte: Brasil 247