Boulos lamenta morte do tio atropelado no centro de SP
Por Wendal Carmo — Carta Capital
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Aos 80 anos, o tio do ministro teve morte encefálica depois de três dias internado
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, lamentou a morte do seu tio Carlos Boulos, que foi atropelado durante uma discussão no trânsito em São Paulo e faleceu nesta terça-feira 6.
Em publicação nas redes sociais, o psolista afirmou que Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem conviveu. “Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável. Vá em paz, meu velho”, escreveu Boulos.
Aos 80 anos, o tio do ministro teve morte encefálica depois de três dias internado. Carlos estava em estado grave depois de se envolver em um acidente de trânsito com outro carro e se desentender com um motorista, na avenida 23 de maio, no bairro da Bela Vista, segundo o boletim de ocorrência.
O idoso dirigia uma caminhonete e desceu do veículo para falar com o motorista do carro, mas foi atropelado. O momento foi gravado por uma testemunha e o vídeo foi divulgado pela TV Globo.
O responsável pelo atropelamento, identificado como Amilton, se apresentou à Polícia e alegou que tentou se afastar de uma situação de ameaça para a esposa e o filho que estavam com ele.
Na terça-feira, Amilton havia sido indiciado por tentativa de homicídio, enquanto a vítima ainda estava internada. Entretanto, a tipificação mudou e Amilton foi indiciado por homicídio doloso após a constatação do óbito, nesta manhã.
Carlos Boulos era cirurgião-dentista, especialista em periodontia, com mais de 54 anos de experiência. Ele conquistou o registro profissional em 1972 e, a partir de 2019, teve o título remido – condição concedida por conselhos de classe que isenta o profissional do pagamento de anuidades futuras, mas mantém todos os seus direitos e prerrogativas de atuação.
Wendal Carmo
Repórter do site de CartaCapital no Nordeste
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Fonte: Carta Capital