‘Euforia com Flávio prova que o mercado não vale nada’, avalia Paulo Nogueira Batista Jr.

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Por Leonardo Miazzo — Carta Capital

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O economista comparou o senador a Javier Milei e advertiu: ‘A economia brasileira é mais robusta, mas não é impermeável à destruição’

A súbita valorização das ações negociadas na Bolsa de Valores e a queda do dólar na segunda-feira 5, em decorrência da votação de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da disputa pela Presidência da República, mostram um mercado contaminado pelos vícios do bolsonarismo, afirmou em entrevista a CartaCapital o economista Paulo Nogueira Batista Jr., que foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como “Banco dos Brics”, e diretor-executivo no FMI pelo Brasil e mais dez países.

O Ibovespa disparou e superou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos, enquanto o dólar caiu mais de 4%. “O que aconteceu depois do primeiro turno mostra que esse mercado não vale nada” , disse Nogueira no programa Direto da Redação, transmitido pelo canal de CartaCapital no YouTube.

Para o economista, uma eventual vitória do candidato do PL sobre Lula (PT) poderia fazer o Brasil viver um cenário semelhante ao da Argentina de Javier Milei. “O que é Flávio Bolsonaro além de um projeto de Milei brasileiro?”, questionou.

Coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques declarou em 14 de setembro ter mapeado “mil normas” para revogar, “usando um pouco de inspiração no que foi feito no governo Milei”.

“A economia brasileira é mais robusta, não há dúvida. É maior e mais importante, mas não é impermeável à destruição”, advertiu Nogueira, que também é colunista de CartaCapital. “Flávio não tem experiência nenhuma de gestão, foi um parlamentar medíocre a vida inteira. É esse sujeito que se apresenta para a Presidência.”

“Inspiração” para Flávio, a Argentina de Milei vive na penúria.  Após dois anos, a pobreza no país voltou a crescer e alcançou 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, de acordo com dados oficiais divulgados em 24 de setembro. O impacto é mais severo entre as crianças: 44,5% dos menores de 14 anos sobrevivem na pobreza.

Assista ao Direto da Redação:


Leonardo Miazzo

Editor de CartaCapital

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Fonte: Carta Capital

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