Edinho Silva diz que PT está aberto a diálogo com Raquel Lyra e articula apoios a Lula para segundo turno

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Por Redação — Brasil de Fato

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (5) que o partido está aberto ao diálogo com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reeleita no primeiro turno das eleições. Em entrevista após reunião da coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho também afirmou que a campanha articula a participação de lideranças eleitas no segundo turno.

Raquel sinalizou que não pretende escolher um dos lados na disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco nesta segunda, a governadora afirmou que tem “gratidão” ao presidente, mas que pretende manter a postura adotada em 2022, quando não declarou apoio a Lula ou Jair Bolsonaro.

Edinho, no entanto, disse que mantém as portas abertas para conversar com a governadora. “Nós temos muito respeito pela governadora Raquel Lyra. Eu sempre dialoguei muito com a governadora. Muitas lideranças do PT têm diálogo com ela, e ela é muito respeitada por todos nós”, afirmou.

O presidente do PT lembrou que a legenda apoiou João Campos, candidato do PSB ao governo de Pernambuco no primeiro turno, em razão da aliança nacional entre o PT e o partido. “Nós tínhamos uma política de alianças em Pernambuco. O adversário da Raquel Lyra é o João Campos, que é o presidente nacional do PSB, e claro que a política a gente faz de forma muito leal e transparente”, pontuou.

Segundo Edinho, apesar da disputa estadual, o PT não pretende transformar o apoio de Lula a João Campos em um rompimento com a governadora. “Não pode fazer uma aliança com o presidente nacional do PSB, com o partido do vice-presidente da República, e não honrar essa aliança. Mas jamais foi dito qualquer coisa que agredisse a governadora Raquel Lyra. Nunca foi feita nenhuma campanha contra o seu governo”, destacou.

Edinho também fez um apelo para que Raquel considere o cenário da disputa presidencial. “Espero que ela entenda esse momento da vida do nosso país, o destino do nosso país, a eleição mais importante das nossas histórias, da história das nossas gerações, porque o resultado dessas eleições vai definir qual o Brasil que nós teremos para a próxima década”, afirmou.

O presidente do PT afirmou que a coordenação da campanha pretende incorporar ao trabalho do segundo turno lideranças que foram eleitas no domingo. Segundo ele, governadores e senadores eleitos já participaram de conversas com a campanha e devem voltar a se reunir em Brasília.

“Nós temos muitas lideranças que ganharam as eleições e que podem vir agregar na coordenação, nos ajudar na coordenação nesse segundo turno. Hoje nós conversamos com governadores eleitos, senadores eleitos. Eles vão ficar em Brasília. Amanhã [terça], nós vamos conversar novamente, então, com certeza, são lideranças que podem ajudar”, disse.

A estratégia também envolve ampliar a presença de Lula nos estados. Durante a reunião da coordenação, o presidente afirmou que pretende participar de novos atos de campanha nas próximas semanas.

“Nós vamos ter que ir lá, onde a gente tiver, nós vamos ter que ir fazer campanha. Quero visitar, quero fazer novas passeatas no Ceará, novas no Piauí, novas na Bahia, novas em São Paulo”, destacou o presidente, que mencionou também o Rio Grande do Norte, onde Cadu Xavier (PT) disputa o governo estadual.

O presidente do PT avaliou que a estratégia da campanha será diferente no segundo turno. Segundo ele, a primeira etapa da eleição foi dedicada a apresentar as ações do governo Lula, enquanto a nova fase será marcada pelo confronto entre os projetos dos dois candidatos.

“Nós fizemos um primeiro turno para mostrar ao povo brasileiro tudo que o presidente Lula fez. Nós queremos, nesse segundo turno, já que nós prestamos conta, nós queremos fazer o confronto de projeto”, afirmou.

Lula também destacou a mudança na dinâmica da disputa e defendeu a participação nos debates entre os dois candidatos. “Agora sim, agora é importante ter debate na televisão. Porque agora é tête-à-tête. Agora é um contra um”, reforçou o presidente.

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Fonte: Brasil de Fato

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