Defesa de Christa Pike pede prisão perpétua após falha em execução nos EUA

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Por Amanda Prado — ICL Notícias

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Os advogados de Christa Pike, condenada à morte no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, pediram que a pena seja convertida em prisão perpétua após ela sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal. A defesa também quer impedir que o estado tente executar a detenta novamente.

Pike recebeu duas doses de pentobarbital durante o procedimento realizado na semana passada, mas não morreu. Ela foi levada a um hospital e permanece em estado crítico, inconsciente e respirando com auxílio de um ventilador. Segundo os advogados, ainda não é possível saber se ela recuperará a consciência ou quais serão as consequências permanentes do episódio.

O advogado Steve Ferrell afirmou que a prioridade agora é retirar a pena de morte do caso. Segundo ele, a defesa pretende negociar com o governo do Tennessee a substituição da condenação por prisão perpétua, evitando uma nova tentativa de execução.

“Precisamos tirar a morte da mesa e começar a pensar em qual pode ser o futuro dela”, afirmou Ferrell à CBS News.

A execução ocorreu em 30 de setembro, na penitenciária de segurança máxima de Riverbend, em Nashville. Segundo documentos apresentados pela defesa, houve problemas na aplicação intravenosa do medicamento. O pentobarbital teria vazado para os tecidos dos braços de Pike, provocando inchaço, queimaduras e bolhas.

O caso é considerado inédito na era moderna da pena de morte nos Estados Unidos, por Pike ter permanecido viva depois da administração dos medicamentos utilizados para a execução. O episódio provocou questionamentos sobre o protocolo adotado pelo Tennessee.

Após a falha, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as próximas execuções previstas no estado até o fim de 2026 e determinou uma investigação independente sobre o procedimento. O comissário do Departamento de Correção também anunciou sua saída do cargo após o episódio.

Condenação à morte

Christa Pike foi condenada à pena de morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995. Pike tinha 18 anos na época do crime.

Ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, participaram do ataque contra Slemmer, colega dos dois em um programa profissional. Ambos foram condenados por homicídio. Shipp, que tinha 17 anos quando o crime ocorreu, recebeu pena de prisão perpétua e não foi condenado à morte devido à idade.

Pike seria a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de dois séculos. Antes da tentativa de execução, a defesa já havia pedido que sua pena fosse convertida em prisão perpétua, citando, entre outros fatores, traumas sofridos durante a infância e problemas de saúde mental. O pedido havia sido rejeitado pelo governador antes da execução.


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Fonte: ICL Notícias

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