É falso que Gilmar Mendes entrou na cabine de votação com celular
Por Luiza Vezzá — Aos Fatos | Em busca da verdade na política – feed
Não é verdade que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes tenha entrado na cabine de votação com um celular, o que é proibido. As postagens que fazem essa alegação omitem que o objeto na mão do magistrado é a carteira funcional com a cola de candidatos, de acordo com o STF, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso).
Postagens com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 11,8 mil visualizações no X até a tarde desta segunda-feira (5).
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Amassa e joga bandeira no chão e Gilmar Mendes vota usando celular!! Total desrespeito às instituições, às leis e a DEMOCRACIA BRASILEIRA! 🚨⚠️🚨🇧🇷
Posts enganam ao sugerir que fotos mostram o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes dentro da cabine de votação segurando o celular, o que é proibido pela lei eleitoral. O magistrado portava sua carteira funcional com a cola de candidatos
Em nota ao Aos Fatos, o gabinete do ministro no STF classificou as alegações como falsas. “O ministro não entrou com celular na cabine de votação. O que levava era a carteira funcional, com a ‘cola’, permitida pelo TSE. O aparelho ficou com o segurança e a mesária confirmou que o celular não estava com ele”, disse a assessoria do magistrado.
Em vídeo gravado pelo assessor do ministro também é possível identificar que ele, de fato, não utilizava o celular.
O TSE e o TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso), responsável pela região de Diamantino, onde o magistrado votou, confirmaram que uma juíza eleitoral foi ao local para recolher informações com os mesários, que esclareceram que era uma carteira.
Outros registros do ministro no pleito detalham, também, o momento. Veja:
As postagens desinformativas utilizam um recorte do momento em que o ministro mexe no celular fora da zona eleitoral para sugerir que isso teria acontecido dentro da cabine de votação. Ao analisar as imagens, é possível perceber a diferença de tamanho entre os dois objetos.

O caminho da apuração
Aos Fatos entrou em contato com a assessoria de comunicação do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.
A reportagem também buscou informações na imprensa oficial em canais oficiais da Justiça Eleitoral.