É falso que Gilmar Mendes entrou na cabine de votação com celular

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Por Luiza Vezzá — Aos Fatos | Em busca da verdade na política – feed

Não é verdade que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes tenha entrado na cabine de votação com um celular, o que é proibido. As postagens que fazem essa alegação omitem que o objeto na mão do magistrado é a carteira funcional com a cola de candidatos, de acordo com o STF, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso).

Postagens com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 11,8 mil visualizações no X até a tarde desta segunda-feira (5).

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Amassa e joga bandeira no chão e Gilmar Mendes vota usando celular!! Total desrespeito às instituições, às leis e a DEMOCRACIA BRASILEIRA! 🚨⚠️🚨🇧🇷

Captura de tela de uma publicação na rede social X contendo texto e imagem de uma notícia. No topo, há um texto postado por um usuário afirmando 'Só no Brasil de Lula: Lula faz boca de urna! Amassa e joga bandeira no chão e Gilmar Mendes vota usando celular!! Total desrespeito às instituições, às leis e a DEMOCRACIA BRASILEIRA! 🚨⚠️️🚨🇧🇷 Dá tempo, povo! Antes que vire Venezuela! #viravoto #ForaLula'. Abaixo, a imagem mostra o ministro Gilmar Mendes — homem de pele clara, calvo no topo da cabeça com cabelos grisalhos nas laterais, usando óculos de grau, paletó bege e camisa social azul clara — segurando e olhando para um celular preto com as duas mãos, posicionado em frente a uma urna e cabina de votação da Justiça Eleitoral com o brasão da República. Na parte inferior da imagem, um banner escuro traz o texto: 'Gilmar Mendes é flagrado com celular em cabine eleitoral, podendo CONFIGURAR CRIME ELEITORAL' e, em letras menores abaixo, 'Acompanhe as principais notícias do meio gospel no Brasil'. Na rodapé da imagem, consta o horário e data da publicação '3:03 PM · 4 de out de 2026' e a contagem de '11,8 mil Visualizações'.

Posts enganam ao sugerir que fotos mostram o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes dentro da cabine de votação segurando o celular, o que é proibido pela lei eleitoral. O magistrado portava sua carteira funcional com a cola de candidatos

Em nota ao Aos Fatos, o gabinete do ministro no STF classificou as alegações como falsas. “O ministro não entrou com celular na cabine de votação. O que levava era a carteira funcional, com a ‘cola’, permitida pelo TSE. O aparelho ficou com o segurança e a mesária confirmou que o celular não estava com ele”, disse a assessoria do magistrado.

Em vídeo gravado pelo assessor do ministro também é possível identificar que ele, de fato, não utilizava o celular.

O TSE e o TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso), responsável pela região de Diamantino, onde o magistrado votou, confirmaram que uma juíza eleitoral foi ao local para recolher informações com os mesários, que esclareceram que era uma carteira.

Outros registros do ministro no pleito detalham, também, o momento. Veja:

As postagens desinformativas utilizam um recorte do momento em que o ministro mexe no celular fora da zona eleitoral para sugerir que isso teria acontecido dentro da cabine de votação. Ao analisar as imagens, é possível perceber a diferença de tamanho entre os dois objetos.

Montagem de duas fotos do ministro Gilmar Mendes — homem de pele clara, calvo no topo da cabeça, com cabelos grisalhos nas laterais e óculos de grau —, vestindo paletó bege e camisa azul-clara. Na imagem da esquerda, ele aparece em pé, inclinado sobre uma cabina de votação de papelão com o brasão da República e os dizeres 'JUSTIÇA ELEITORAL' e 'CABINA DE VOTAÇÃO', posicionada sobre uma mesa escolar de tampo azul e estrutura metálica. Na imagem da direita, ele é exibido em plano aproximado do mesmo ambiente. Em ambas as fotos, círculos brancos destacam suas mãos segurando um celular na cor escura. Ao fundo, há paredes azuis e brancas com cartazes informativos.
Imagens: Reprodução / CNN

O caminho da apuração

Aos Fatos entrou em contato com a assessoria de comunicação do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.


A reportagem também buscou informações na imprensa oficial em canais oficiais da Justiça Eleitoral.

Fonte: Aos Fatos | Em busca da verdade na política – feed

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