Brasil bate recorde de abstenções. Quem não votou no 1° turno pode votar no 2°?
Por Mariana Larrubia — JOTA
No primeiro turno das eleições 2026, que ocorreu neste domingo (4/10), o Brasil bateu um novo recorde de abstenções. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 33,4 milhões de brasileiros aptos a votar (21% do total) não compareceram às urnas, ultrapassando o número absoluto de abstenções de 2022, que havia registrado outro recorde — 32 milhões. Ainda assim, os eleitores que não votaram neste primeiro turno seguem aptos a votar no segundo turno, que acontecerá no último domingo do mês (25/10).
Em termos relativos, trata-se do segundo maior índice de abstenções registrado desde a redemocratização, abaixo apenas que o computado em 1998, ano em que Fernando Henrique Cardoso se reelegeu em primeiro turno. Naquele ano, o índice de abstenções chegou a 21,5% dos eleitores.
No pleito deste ano, o TSE computou, além das abstenções, 2,3 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos para a escolha de um candidato à presidência da República em primeiro turno.
Quem pode votar no segundo turno?
Para aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno, é preciso apresentar justificativa da ausência a Justiça Eleitoral em um prazo de até 60 dias após o dia da votação. No entanto, os eleitores que não votaram no primeiro turno ainda estão aptos à comparecer no segundo turno, já que cada turno das eleições é considerado independente para o voto.
Saiba como justificar o voto nas eleições 2026
Para votar, os eleitores precisam estar regularizados ante a Justiça Eleitoral, ou seja, com o título de eleitor regular. É possível verificar a situação do título pelo Autoatendimento Eleitoral. No dia da votação, o eleitor precisa ter em mãos um documento oficial com foto ou o e-título com foto cadastrada aberto no próprio aplicativo.
A apresentação da justificativa da ausência para aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno do último domingo (4/10) tem o prazo limite estabelecido em 3 de dezembro de 2026.
Fonte: JOTA