Dólar despenca mais de 4% e é negociado abaixo de R$ 5 após resultado do primeiro turno das eleições
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (5) em forte queda, registrando um recuo de 4,26% e passando a ser negociado abaixo do patamar de R$ 5. A euforia dos agentes financeiros não se limitou à moeda norte-americana, impulsionando também os ativos brasileiros no exterior e elevando as expectativas para uma forte alta do índice Ibovespa na abertura do pregão.
A reação do mercado financeiro ocorre em resposta ao resultado do primeiro turno da corrida eleitoral, que indicou um domínio expressivo da direita no Brasil, com o avanço de partidos como o PL no Congresso Nacional. Somado a isso, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Lula (PT) na votação presidencial.
Diante desse cenário, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos apresentaram expressiva valorização no pré-mercado. Os papéis da Petrobras subiram cerca de 10%, enquanto o Itaú Unibanco registrou alta superior a 12%. O Bradesco avançou 11%, a fabricante de aeronaves Embraer subiu 6%, a empresa de comércio eletrônico Mercado Livre avançou cerca de 6% e o Nubank registrou valorização próxima a 10%.
De acordo com Andrés Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, “o desempenho acima do esperado e a guinada à direita no Congresso devem apoiar o Ibovespa e exercer pressão baixista sobre os rendimentos de longo prazo”.
Analistas do setor financeiro avaliam que o resultado das urnas concede ao candidato do PL um nível de favoritismo para o segundo turno que não era previsto anteriormente. A leitura dos investidores sobre o resultado das urnas — tanto para a Presidência da República quanto para o Congresso Nacional — é de que o avanço da direita representa uma espécie de autorização popular para a condução de reformas. Com isso, a expectativa do mercado é de que, caso seja eleito, o candidato encontre as condições políticas necessárias para implementar a agenda econômica desejada pelos investidores.
Fonte: Brasil 247