Por Luís José Bassoli — Brasil 247

Historicamente, nunca o candidato que ficou em segundo lugar no 1.º turno conseguiu reverter e ganhar as eleições. Mas nunca um presidente da República havia perdido a reeleição, até Lula fazer história e derrotar o então presidente Jair Bolsonaro, em 2022 – e poderá fazer história de novo, derrotando Flávio, em 2026!

Dois prognósticos – um positivo, outro negativo:

Positivo seria que houve uma antecipação do 2.º turno, espécie de voto útil dos antipetistas para impedir a vitória de Lula no 1.º turno, o que restringiria a capacidade de crescimento de Flávio Bolsonaro e abriria espaço ao crescimento de Lula/Alckmin. Considerando que a vantagem foi mínima (1,87%), Lula poderia reverter com um aumento nos votos do Norte/Nordeste e a estabilidade no Sul/Sudeste, com MG o estado crucial.

O presidente Lula também poderia buscar uma aliança com os derrotados do 1.º turno (Cury, Renan, Caiado), sob a ponderação de que não disputará a próxima eleição, ao contrário de Flávio, que, se eleito, buscará a reeleição e, portanto, será o candidato mais difícil de ser vencido por eles.

O cenário negativo seria que a maioria do eleitorado brasileiro teria optado, conscientemente, pela volta do bolsonarismo, que o Brasil tem mesmo que se submeter aos EUA, que a religião evangélico-neopentecostal superou o catolicismo, que a corrupção Banco Master/Vorcaro é de somenos importância, que o combate à fome não é relevante.

Daí, não haveria muito a fazer; restaria às forças democráticas reconhecer a derrota e se reorganizar para o futuro – sem Lula.

A batalha pela democracia/soberania recomeçou!

Fonte: Brasil 247

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