Posts difundem como real vídeo de IA em que Flávio critica direitos trabalhistas
Por Giovanna Massaro — Aos Fatos | Em busca da verdade na política – feed
Publicações nas redes sociais divulgam como real um vídeo manipulado com inteligência artificial em que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, diz que o “trabalhador vai ter que decidir: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. A gravação é uma deepfake que insere um áudio falso sobre imagens de uma entrevista concedida pelo senador em janeiro.
Postagens com conteúdo enganoso reuniam ao menos 140 mil interações no X e 83 mil interações nas redes da Meta até a tarde deste domingo (4).
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Flávio Bolsonaro: ‘trabalhador vai ter que decidir: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego’

O vídeo usado nas postagens checadas pode ser considerado uma deepfake porque utiliza recursos de IA para incluir um áudio enganoso sobre imagens de uma entrevista concedida por Flávio Bolsonaro (PL) no início deste ano.
Por meio de busca reversa, Aos Fatos localizou o vídeo original, no qual o presidenciável fala sobre antissemitismo. A gravação foi publicada pelo próprio Flávio em 27 de janeiro deste ano. No trecho, ele diz:
“Pela primeira vez, trouxe agora a Israel nessa viagem as minhas duas filhas, uma de 13 e outra de 11 anos. E fizemos uma visita ao memorial do Holocausto que acho acho que todo brasileiro tem algum dia que passar por uma experiência como essa, para entender o que foi que aconteceu, como foi o genocídio, a perseguição ao povo judeu, de uma forma absolutamente covarde e dissimulada, para que isso seja uma espécie de vacina para que nunca mais aconteça. Então, se eu fiz, se eu mostrei para minhas próprias filhas essa experiência que o mundo todo nunca mais quer que se repita sem dúvida alguma essa oportunidade tem que ser oferecida a todas as crianças e todos os adolescentes de nosso país”.
Análises feitas por Aos Fatos em ferramentas de detecção de manipulação com IA, como InVid e Truth Scan, concluíram que o conteúdo apresenta indícios de clonagem de voz.
Além disso, há outros indícios visíveis de manipulação digital, como a voz robótica e com mudanças de sotaque ao longo da gravação. Os movimentos do candidato no vídeo também são artificiais.
O caminho da apuração
Aos Fatos submeteu o vídeo a busca reversa de imagem e encontrou o registro original. Na sequência, a reportagem também verificou o uso de Inteligência Artifical em análises feitas em duas ferramentas específicas: InVid e o Truth Scan.
Por fim, Aos Fatos entrou em contato com a campanha do candidato.