Um dos raros incidentes na eleição no RS aconteceu em Candelária: tecla 3 é danificada
Por Eugênio Bortolon — Brasil de Fato
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Não ocorreram grandes problemas nas urnas eletrônicas do Rio Grande do Sul, segundo o Tribunal Regional Eleitoral. Nas cidades afetadas pelas chuvas durante a madrugada de sábado para domingo foi dado todo o suporte necessário. A questão da energia elétrica também não implicou em suspensão da votação.
As urnas funcionam com bateria, com autonomia de até 12 horas. Além disso, a Justiça Eleitoral disponibiliza uma bateria extra por seção, o que contribui para garantir o funcionamento dos equipamentos.
O maior problema registrado aconteceu em uma seção eleitoral de Candelária, no Vale do Rio Prado. Ali uma urna precisou ser substituída após ter a tecla número “3” danificada. Segundo a Justiça Eleitoral, o chamado foi feito por volta das 8h30 pelo presidente da seção 33, instalada na Escola Eveline da Fonseca, na localidade de Pinheiro.
O travamento da tecla teria sido causado pela suposta utilização de cola no equipamento. A tecla de número 3 não respondia aos comandos, o que impedia os eleitores de concluir a votação normalmente. Segundo a Brigada Militar, forças policiais não foram acionadas.
Uma equipe do Cartório Eleitoral e o juiz eleitoral do município, Celso Roberto Mernak Fialho Fagundes, estiveram no local para verificar a situação. Uma urna de contingência também foi levada e utilizada para substituir o equipamento com problema.
Agora, o caso será investigado para apurar as circunstâncias do problema e verificar se houve, de fato, utilização de cola ou outro tipo de interferência.
Em Porto Alegre, nos colégios Daltro Filho, na avenida América, e no Piratini, na Eudoro Berlink, ambos no bairro Auxiliadora, o registro positivo, segundo algumas mesárias que organizavam as filas, a surpresa foi a grande presença de idosos. “Impressionante, só aqui atendi uma senhora de 97 anos e um senhor de 94 anos, foram o grande número de pessoas com 80+”, disse uma mesária no colégio Piratini.
No Daltro Filho, a demora para votar estava se estendendo por mais de uma hora. “Muitos idosos, alguns com dificuldades com a urna eletrônica. Atendi uma que não votava desde 2002”, informou a mesária, que não pode se identificar.
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Fonte: Brasil de Fato