Investigação sobre possível interferência externa nas eleições deve ser feita com ‘cuidado e escrutínio’, diz ministro
Por Paulo Emilio — Brasil 247
247 – O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, confirmou neste domingo (4) que a Polícia Federal analisa uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre uma possível interferência externa nas eleições brasileiras. Ele defendeu que a apuração seja conduzida com cautela e rigor para evitar conclusões precipitadas e, ao mesmo tempo, impedir que informações relevantes sejam descartadas.
Segundo O Globo, Wellington César afirmou que uma questão dessa natureza exige “cuidado”, “escrutínio” e pesquisa adequada. O ministro destacou que a análise deve ser criteriosa antes de qualquer conclusão sobre a existência de atuação externa no processo eleitoral.
“Minha avaliação é de que assuntos como esse merecem o cuidado, o escrutínio e a pesquisa correta para que nós não tenhamos nenhum falso alarde”, afirmou.
Representação chegou à Inteligência da PF
Wellington César relatou ter participado de uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o ministro, Rodrigues confirmou que o procedimento está em tramitação e atualmente é analisado pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP).
Antes de chegar à área de inteligência, a representação encaminhada pela AGU passou pela Corregedoria-Geral da Polícia Federal.
O procedimento busca avaliar os elementos apresentados à corporação sobre uma eventual interferência externa relacionada às eleições. Wellington César não antecipou conclusões sobre o conteúdo analisado pela PF.
Ministro pede cautela na investigação
Ao comentar o caso, o ministro procurou estabelecer duas preocupações para a condução da apuração: evitar a criação de um “falso alarde” e assegurar que nenhum dado potencialmente relevante seja desprezado.
Questionado sobre eventuais implicações diplomáticas decorrentes de uma investigação envolvendo possível atuação externa, Wellington César afirmou que cabe às autoridades brasileiras investigar eventuais infrações penais ocorridas no país, inclusive durante o período eleitoral.
A declaração reforça que, neste momento, o caso permanece na fase de análise dos elementos apresentados à Polícia Federal, sem uma conclusão divulgada sobre a existência ou não de interferência estrangeira.
Eleições transcorrem em “absoluta normalidade”
Paralelamente à análise conduzida pela PF, Wellington César afirmou que as eleições transcorrem normalmente neste domingo. De acordo com o ministro, as ocorrências registradas até o momento são pequenas quando comparadas à dimensão da operação de segurança mobilizada em todo o país.
“A impressão que nós estamos tendo aqui no balanço, exatamente nesse momento, é que tudo corre em absoluta normalidade”, declarou.
Segundo Wellington César, mais de 320 mil agentes participam da operação de segurança eleitoral em território nacional. O esquema reúne forças federais, estaduais e municipais.
O ministro afirmou que a mobilização demonstra o nível de integração e coordenação entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança durante a votação.
Fonte: Brasil 247