Lula amplia percentual em 14 de 23 países com comparação a 2022
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4/10/2026 | Atualizado às 15:51
Os primeiros resultados da eleição presidencial no exterior indicam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua participação nos votos válidos em parte importante dos países onde já é possível comparar diretamente o desempenho de 2026 com o primeiro turno de 2022.
Entre os países com resultado de 2026 disponível e percentual de Lula em 2022 já identificado, há 23 comparações possíveis até o momento. Em 14 deles, o percentual do petista aumentou. Em nove, diminuiu.
O levantamento considera a participação de Lula nos votos válidos em cada país, e não o número absoluto de votos. A escolha evita distorções provocadas por mudanças no tamanho do eleitorado brasileiro no exterior e no comparecimento entre uma eleição e outra.
Os dados ainda representam uma parcela limitada da votação fora do Brasil e não permitem projetar o comportamento do eleitorado nacional.
Onde Lula avançou
O maior crescimento proporcional entre os países já comparáveis aparece na Eslováquia. Lula tinha 36,4% dos votos válidos no primeiro turno de 2022 e chegou a 60,34% em 2026, avanço de 23,94 pontos percentuais.
Na Arábia Saudita, passou de 48,1% para 61,9%, crescimento de 13,8 pontos. No Egito, avançou de 60% para 71,87%, alta de 11,87 pontos.
A Turquia também registra uma diferença expressiva: Lula saiu de 59,5% em 2022 para 70,87% neste domingo, 11,37 pontos percentuais a mais.
No Líbano, passou de 56,2% para 64,84%. Na Palestina, de 84,8% para 93,09%. Na China, de 48,5% para 56,63%.
Também houve aumento na votação proporcional de Lula em Singapura, Quênia, Finlândia, Malásia, Croácia e Dinamarca.
No Japão, um dos maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior, a variação foi menor, mas também positiva. Lula tinha 13,49% dos votos válidos em 2022 e chegou a 15,20% neste domingo, crescimento de 1,71 ponto percentual.
Onde Lula perdeu participação
Em outros nove países com comparação disponível, Lula recebeu uma parcela menor dos votos válidos do que há quatro anos.
A maior redução aparece no Chipre, onde passou de 52% em 2022 para 42,11% em 2026, recuo de 9,89 pontos percentuais.
Na Hungria, caiu de 80,9% para 71,18%, diferença de 9,72 pontos. Na Coreia do Sul, passou de 62,8% para 56,94%.
Também houve redução na Estônia, Tailândia, Romênia, Eslovênia, Nova Zelândia e Austrália.
Na Austrália, um dos eleitorados mais numerosos entre os países que já encerraram a votação, a variação foi pequena: Lula passou de 54,9% dos votos válidos em 2022 para 53,98% em 2026, queda de 0,92 ponto percentual.
O que os números mostram até agora
O quadro disponível indica uma expansão geográfica da participação percentual de Lula em relação a 2022: o petista registra crescimento em 14 dos 23 países onde já há dados diretamente comparáveis.
Isso não significa, porém, que o conjunto dos votos no exterior tenha aumentado na mesma proporção. Os eleitorados têm dimensões muito diferentes. Uma variação de 10 ou 20 pontos em um país com poucas dezenas de votos pesa muito menos na soma global do que uma mudança pequena em locais como Japão, Alemanha, Portugal ou Estados Unidos.
Por isso, países de maior eleitorado merecem atenção especial à medida que a apuração avança.
A Alemanha, por exemplo, ainda tinha resultado parcial no momento deste levantamento. Lula aparecia com 5.408 votos, contra 1.320 de Flávio Bolsonaro, mas o país não entra na comparação enquanto a apuração não estiver concluída e o percentual final de votos válidos não estiver disponível.
Também ficaram fora desta conta países em que há resultado de 2026, mas os dados apresentados até agora não informam qual foi exatamente a participação de Lula nos votos válidos de 2022. É o caso, entre outros, dos Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Grécia, Israel, Kuwait e Taiwan.
A comparação será mais representativa à medida que forem concluídas as votações nos maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior. Em 2022, mais de 697 mil brasileiros estavam aptos a votar fora do país. Neste ano, o contingente ultrapassa 918 mil eleitores.
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Fonte: Congresso em Foco