Não temos indicativo de interferência internacional nas eleições, diz Nunes Marques
Por Redação JOTA — JOTA
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, disse neste domingo (4/10) não haver “nenhum indicativo concreto” até o momento de interferência internacional nas eleições brasileiras.
O magistrado também afirmou que o monitoramento da Corte e de órgãos que acompanham a situação não aponta “qualquer tipo de risco”, seja estrangeiro, seja interno, como ações do crime organizado.
“Não recebemos nenhum indicativo concreto até o momento e até agora não ocorreu nada”, afirmou em entrevista coletiva a jornalistas na sede do TSE, em Brasília.
As preocupações com interferências estrangeiras no pleito do Brasil cresceram a partir de ações e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de integrantes do governo norte-americano.
Um dos riscos que vinham sendo apontados era a ação das big techs. Em sua fala, Nunes Marques fez questão de dizer que as plataformas têm colaborado com a Justiça Eleitoral.
“Creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira afastou muitos dos problemas que eventualmente poderiam ter”, disse.
Judicialização
Questionado sobre a possibilidade de candidatos judicializarem os resultados do pleito, o presidente do TSE disse que a prática é uma “tradição” na política do país, mas que espera que os questionamentos não envolvam o sistema eletrônico de votação.
“Ainda que seja um direito questionar as eleições, uma coisa é questionar o resultado, muitos fatores podem ser questionados, mas [quanto ao] nosso sistema eleitoral, estamos bastante confiantes de que não há ainda do que se queixar”, afirmou.
Segundo o presidente do TSE, tudo “tem funcionado na maior normalidade e transparência possível”.
Questionado sobre a possibilidade de a judicialização da eleição acirrar os ânimos no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro disse que “preferia não comentar”.
“Se houver judicialização, aos magistrados não é dada nem a possibilidade de fazer comentários. Vamos encerrar essa etapa no dia de hoje, concluir a votação, e passa-se imediatamente à fase de transmissão e depois a de totalização. Só depois de concluirmos todas essas etapas, é que estaremos aqui concluindo essa missão”.
Chuvas
Nunes Marques também afirmou que não foi registrado até o momento nenhum problema com o deslocamento de eleitores. Na região Sul, diante de fortes chuvas e ventos, houve queda de energia em algumas cidades, em especial no Paraná.
Nesses locais, as urnas continuam funcionando por meio do uso de baterias.
“Talvez o estado com maior dificuldade tenha sido o Paraná, em razão das fortes chuvas que ocorreram na manhã de hoje, fortes ventos, tivemos muito problema com fornecimento de energia”, disse o ministro.
Nunes Marques relatou que, no início do dia, havia quase 140 cidades do Paraná sem energia. Neste momento, são aproximadamente 94 cidades com problemas de energia. “Mas o que importa é que, em relação às seções eleitorais, tudo está funcionando normalmente”, concluiu.
Fonte: JOTA