7 dicas para converter tráfego em vendas e lucrar com a Black Friday

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Por Allan Ravagnani — Carta Capital

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Diretor da Proxy Media recomenda iniciar o planejamento até três meses antes, usar a base de clientes e acompanhar métricas além do clique

Gerar tráfego para o site, por si só, não garante venda na Black Friday. A avaliação é de Rylson Silva, diretor Comercial e de Marketing da Proxy Media, que reuniu sete dicas para marcas converterem audiência em receita no período de maior disputa por mídia e atenção do consumidor.

Para ele, o resultado depende de conectar dados, mídia, relacionamento e conversão. “Vencer a disputa por tráfego não significa necessariamente vencer a disputa por vendas”, afirma.

O primeiro erro apontado pelo executivo é tratar a data como campanha de novembro, mês em que a concorrência por mídia já aumentou. Ele recomenda abrir o planejamento com dois ou três meses de antecedência, para organizar ofertas, estoque, tecnologia, criativos, mídia e audiências.

Com esse prazo, a empresa identifica consumidores que já demonstraram interesse e chega à data com uma base pronta para converter.

Em seguida, o período anterior à promoção serve para formar audiência própria. Cadastros para receber ofertas antecipadas e acessos exclusivos, por exemplo, levam o investimento em mídia a render relacionamento.

Assim, a empresa depende menos de mídia paga nos dias de maior disputa e conta com consumidores que já sinalizaram intenção de compra.

Outra frente está dentro da própria empresa. Muitas marcas buscam novos clientes e deixam de lado quem já comprou. Dados de CRM, histórico de compras e comportamento orientam ações de reativação, recorrência e personalização.

Segundo Silva, e-mail, SMS, WhatsApp e notificações push funcionam melhor quando segmentados, sobretudo em um período em que conquistar novos consumidores tende a custar mais.

Na Black Friday, quase todas as marcas falam de preço e oportunidade. Por isso, diferenciar-se exige mais que um percentual de desconto. O diretor defende conhecer quem é o consumidor, onde ele está, que conteúdos consome e em que ponto da jornada se encontra.

Dados comportamentais, segmentação contextual e geolocalização ajudam a entregar mensagens ajustadas a cada público. “O objetivo deve ser a precisão na comunicação com consumidores que têm potencial de conversão”, diz.

Concentrar quase todo o investimento nos dias próximos à data limita o retorno, de acordo com o executivo. A recomendação é distribuir a verba ao longo da jornada: primeiro alcance, interesse e audiência; depois conversão, remarketing e senso de urgência.

A marca que acompanha o consumidor por esse caminho chega ao momento da compra em vantagem.

Display, vídeo, mídia programática, native ads, Connected TV, DOOH, áudio e mídia geolocalizada cumprem funções distintas, enquanto os canais próprios ativam as bases já existentes. Para Silva, estar em todos eles importa menos que entender o que cada um entrega.

Nesse acompanhamento, CTR, CPC e CPM devem ser lidos junto com taxa de conversão, custo de aquisição, vendas e receita. O alvo, na avaliação do diretor, é o melhor resultado para o negócio, e o clique mais barato fica em segundo plano.

Por fim, a experiência de compra precisa funcionar. “Gerar tráfego não adianta se a experiência de compra não estiver preparada”, afirma Silva. Site que demora a carregar, checkout com muitas etapas, falta de produto e falhas de pagamento levam ao abandono e desperdiçam o investimento em mídia.

Para evitar o problema, marketing, tecnologia, comercial, logística e atendimento devem atuar alinhados.

Além disso, a ação não termina com a promoção. Novos compradores e dados de comportamento alimentam recompra, cross-sell e relacionamento nos meses seguintes, o que mantém o tráfego captado na Black Friday gerando receita depois do fim das ofertas.


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Fonte: Carta Capital

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