Houthis denunciam ataque saudita perto de hospital na capital do Iêmen

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – Um bombardeio atribuído à Arábia Saudita atingiu uma área próxima ao Hospital Materno-Infantil Al Sabin, em Sana’a, capital do Iêmen, e provocou danos graves à unidade, informou o Ministério da Saúde ligado aos houthis. Segundo reportagem da teleSUR publicada neste sábado (3), a pasta contabiliza 72 civis mortos e 125 feridos em ataques sauditas desde a escalada do conflito, iniciada em 3 de setembro.

De acordo com o comunicado do ministério citado pela teleSUR, o ataque nas proximidades do hospital ocorreu ao meio-dia, quando a unidade estava lotada de pacientes. A reportagem não apresenta um balanço específico de mortos ou feridos nesse bombardeio.

“Atacar hospitais e instalações de saúde constitui uma violação flagrante do direito internacional humanitário e priva os iemenitas do seu direito fundamental a cuidados médicos seguros”, declarou o Ministério da Saúde dos houthis.

As autoridades de Aden, aliadas da Arábia Saudita, confirmaram posteriormente a “execução de um ataque contra alvos militares vitais na capital”, com apoio saudita. Não forneceram detalhes sobre os locais atingidos nem sobre os danos ao hospital relatados pelos houthis.

Fontes locais ouvidas pelo portal iemenita South24 afirmaram que parte dos bombardeios atingiu o Palácio Presidencial em Sana’a. O complexo é um dos centros de poder dos houthis, que controlam a capital há mais de uma década.

Houthis relatam 60 ataques em 24 horas

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Sari, afirmou em comunicado que a Arábia Saudita realizou 60 ataques aéreos e com mísseis nas 24 horas anteriores. Segundo ele, caças sauditas F-15 e Typhoon bombardearam as províncias de Sana’a, Saada, Taiz, Hajjah e Marib.

O balanço de 72 civis mortos e 125 feridos divulgado pelo Ministério da Saúde abrange o período entre 3 de setembro e este sábado. Os números foram apresentados pelas autoridades houthis e se referem ao conjunto dos ataques atribuídos à Arábia Saudita durante essa escalada.

A denúncia sobre os danos ao Al Sabin ocorre em um cenário de comprometimento da assistência médica no país. Conforme a teleSUR, desde 2015, até 55% dos serviços de saúde iemenitas tiveram de fechar, e os bombardeios também prejudicaram o abastecimento de medicamentos.

Ofensiva avançou sobre áreas próximas ao Mar Vermelho

A atual escalada começou após os houthis lançarem, em 3 de setembro, uma ofensiva em áreas das províncias de Taiz e Hodeida. Desde então, o grupo obteve avanços territoriais, segundo a reportagem.

Entre as áreas tomadas estão a cidade portuária de Mocha, na costa do Mar Vermelho, e os arredores do Estreito de Bab el-Mandeb. A região abriga uma passagem estratégica para o comércio marítimo mundial e está entre os territórios alcançados pela ofensiva.

Fonte: Brasil 247

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