Quando mulheres ocupam espaços de poder, a democracia se amplia

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Por Guanayra Firmino — Mídia NINJA

3 de outubro de 2026

Quando mulheres ocupam espaços de poder, a democracia se amplia

A presença de mulheres na política cresceu, mas a representação feminina e negra ainda é desigual

Guanayra Firmino

Atual presidenta da Estação Primeira de Mangueira. Cria do Morro da Mangueira, iniciou sua trajetória aos 17 anos como vice-presidenta da associação de moradores. Atua nos bastidores e na diretoria da Escola há vários mandatos e conduz a Verde e Rosa valorizando os talentos da comunidade.

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Guanayra Firmino

3 de outubro de 2026

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Guanayra Firmino

Atual presidenta da Estação Primeira de Mangueira. Cria do Morro da Mangueira, iniciou sua trajetória aos 17 anos como vice-presidenta da associação de moradores. Atua nos bastidores e na diretoria da Escola há vários mandatos e conduz a Verde e Rosa valorizando os talentos da comunidade.

Os números das eleições de 2022 mostram que a presença das mulheres na política brasileira avançou, mas ainda está longe de refletir a sociedade que representa. Naquele pleito, 91 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados, contra 77 em 2018. No Senado, foram quatro novas senadoras, enquanto sete mulheres haviam sido eleitas em 2018.

Somadas as duas Casas, foram 95 mulheres eleitas em 2022, diante de 83 quatro anos antes. Quando colocamos a lente racial sobre esses números, a desigualdade fica ainda mais evidente. Na Câmara, as mulheres negras passaram de 13 eleitas em 2018 para 29 em 2022.

É um crescimento importante, mas elas ainda ocupam apenas 5,7% das 513 cadeiras da Casa. No Senado, nenhuma mulher negra foi eleita em 2022 para as vagas em disputa. Esses números não são apenas estatísticas: eles dizem respeito a quem participa da construção das leis, das políticas públicas e das decisões que afetam a vida de milhões de brasileiras.

Mulheres negras são parte fundamental da população brasileira e carregam experiências históricas que precisam estar presentes nos espaços onde os direitos são debatidos e decididos. Por isso, o voto também é uma escolha sobre a sociedade que queremos ver representada.

Cabe a cada eleitora e a cada eleitor conhecer as candidaturas, suas trajetórias e suas posições, especialmente em relação à defesa dos direitos das mulheres, ao combate ao racismo e à garantia de igualdade. Mais mulheres na política, e mais mulheres negras ocupando esses espaços, significam ampliar as vozes presentes na democracia. Como mulher e como presidenta da Mangueira, acredito que representação não é um detalhe: é parte da construção de uma sociedade em que todas possam ter o direito de ocupar, decidir e transformar.

Fonte: Mídia NINJA

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