Num mar de gente em BH, Lula garante salários melhores, fim das bets e um Brasil desenvolvido
Por Hora do Povo — Hora do Povo
“Vamos acabar com a escala 6×1, faremos investimentos maciços em Educação e vamos aumentar o salário mínimo acima da inflação”. Essas foram algumas das propostas defendidas pelo presidente para os mineiros na tarde desta sexta-feira
O presidente Lula transformou as ruas de Belo Horizonte em um mar de gente nesta sexta-feira (2), durante uma caminhada que reuniu milhares de apoiadores na reta final da campanha presidencial. A multidão acompanhou o presidente entre a Praça da Liberdade e a Praça Tiradentes, mesmo depois da forte chuva que atingiu a capital mineira.

Lula percorreu o trajeto em carro aberto, acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, do candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias e das candidatas ao Senado Marília Campos e Áurea Carolina. A mobilização aconteceu a dois dias da eleição.
O presidente apresentou a eleição como uma das disputas políticas mais importantes de sua trajetória e do país. Ele afirmou que os adversários representam o atraso e a subserviência do Brasil aos EUA e destacou que a vitória nas urnas será a vitória da defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais.

Numa crítica dura ao bolsonarismo, Lula denunciou o que ele representa. Este é o projeto que criou a quadrilha que assaltou o INSS, representou a criação do Banco Master e a roubalheira e a orgia bilionária que ele espalhou pelo país. Lula lembrou que foi o seu governo que prendeu as duas quadrilhas.
O presidente afirmou ainda que a escolha feita nas urnas terá consequências concretas sobre temas que atingem diretamente a vida da população. Entre eles, destacou o debate sobre o fim da escala 6×1, o fim das bets, a violência contra as mulheres, a melhoria do SUS e a política de valorização do salário mínimo.

Em sua fala, Lula destacou a expansão das universidades e dos institutos federais, o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e políticas desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como exemplos de iniciativas que, segundo ele, mostram as diferenças entre os projetos políticos em disputa. “Eles são a negação de tudo isso’, apontou.
Ele fez uma defesa enfática da candidatura de Patrus Ananias ao governo estadual. O presidente lembrou a trajetória do aliado, que já foi prefeito de Belo Horizonte e ministro em seus governos.

“Companheiro que tem história, que tem biografia”, afirmou Lula ao apresentar Patrus aos apoiadores. O presidente disse acreditar que uma eventual eleição de Patrus poderia recolocar Minas Gerais em posição de destaque no cenário político nacional.
Lula também criticou os adversários de Patrus e afirmou que a política não pode ser conduzida por meio de falsidades ou apenas pela busca de repercussão nas redes sociais. Em referência a Cleitinho Azevedo, disse que Minas não deveria trocar a experiência administrativa de Patrus por um candidato que, segundo suas palavras, “só sabe lacrar no celular”.

Além de Patrus, Lula pediu votos para Marília Campos e Áurea Carolina, candidatas ao Senado apoiadas por sua campanha. Patrus lembrou que Minas é a terra de Tiradentes e afirmou que a caminhada mostrou que os mineiros vão fazer jus à memória do mártir da Independência.
Movimentos sociais, categorias profissionais, grupos religiosos e torcidas participaram da concentração. Entre os gritos ouvidos estavam referências a cidades da região metropolitana, manifestações religiosas e o coro “É o tetra”, em alusão à tentativa de Lula conquistar um quarto mandato presidencial.

Na reta final de seu discurso, Lula voltou ao ponto central da passagem por Minas Gerais: ninguém deve considerar seu voto dispensável. Dos adolescentes que acabaram de conquistar o direito de participar das eleições aos brasileiros que ajudaram a construir o país e já ultrapassaram os 70 anos, o presidente pediu uma mobilização de todas as gerações nas urnas.
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Fonte: Hora do Povo