Como a TV Globo se “bolsonarizou” para atender aos interesses do mercado

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Por Artur Figueiredo — Brasil 247

Na quinta-feira (01), a emissora de Roberto Marinho mais uma vez acendeu o debate sobre a democracia brasileira, mas, fundamentalmente, sobre os reais interesses do projeto da grande burguesia. Esta eleição é marcada por como o mercado tem poder de dominação no debate público e por como a grande mídia atua na manipulação das narrativas, na construção de ideais e no pragmatismo político.

A Globo tem se mostrado, de forma passiva, indiferente a temas sensíveis da população brasileira. Minimizar, ignorar, construir novas perspectivas como mecanismo de distração, a famigerada “cortina de fumaça”.

Nada de bets, nada de influência dos Estados Unidos. Vorcaro ganha tom “lavajatista”: criar novas narrativas, descentralizar Flávio Bolsonaro (PL) e colocar no tabuleiro o presidente Lula, somente para atender aos interesses da grande burguesia.

O não convite ao presidenciável Renan Santos (Missão), claramente um crítico ferrenho de Flávio Bolsonaro, mostrou-se como uma real sinalização partidária ideológica em prol não apenas da família Bolsonaro, mas também no que tange aos reais interesses obscuros.

Como um espantalho da burguesia, a extrema direita, financiada por oligopólios, coloca-se como principal agente. O bolsonarismo é a referência do fascismo empresarial que “tomou o Brasil de assalto”; em pauta, a guerra cultural.

Quem ganha ou perde com isso?

Ganha – A elite econômica, com um projeto que configura ainda mais o projeto neocolonial econômico, que flerta diretamente com o entreguismo, a violência institucionalizada contra minorias e a extinção de direitos trabalhistas.

Quem perde?

O assunto “bets” ganha novos laços: a pobreza, a miséria, a saúde mental. Nada disso passa pela sensibilidade, pela coerência, pelo ofício constitucional da democracia, por sua função social. Ao contrário, se o sangue de jovens e inocentes são vitaminas para os seus negócios, o enriquecimento em prol das mazelas, o culpado, segundo os mesmos, é o próprio povo.

Se o estelionato se tornou um grande negócio, por que chorar por mortos e feridos, se o lucro é a morfina, o combustível desse negócio?

Assim caminha a grande mídia: flexibilizando o medo, normalizando o terror, construindo guerras culturais. Se o fascismo bolsonarista, a institucionalização do antipetismo, se define claramente num jogo maniqueísta de unilateralidade, de ódio de classes.

Se Trump e cia. atuam como manipuladores do sistema eleitoral, como agentes golpistas, que normalizaram a doutrina “Monroe”, cantarolada por liberais, o status quo de pensamento hegemônico se define.

Afinal de contas, quem paga mais canta a música…

Fonte: Brasil 247

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