Lula critica juros do cartão de crédito e estuda proibir bancos de emitirem mais de um cartão por pessoa

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, criticou na quinta-feira (1°) os altos juros cobrados no cartão de crédito, classificou as taxas aplicadas no país como um “crime” e afirmou que o governo discute com o Banco Central uma forma de limitar a quantidade de cartões concedidos a cada pessoa.

Durante entrevista concedida ao Flow Podcast, o presidente questionou os valores cobrados dos trabalhadores brasileiros e defendeu uma intervenção imediata para conter os abusos do setor financeiro. “Quanto é que o povo paga? É 493%, 500% no cartão de crédito. Dá para fazer alguma coisa. É o que eu estou exigindo que faça agora”, afirmou Lula.

Na sequência da declaração, o chefe do Executivo voltou a criticar duramente a conduta das instituições financeiras no envio massivo e não solicitado de limites de crédito aos consumidores. “É um crime. Os bancos hoje distribuem cartão de crédito sem saber se você quer. Eles mandam para você”, declarou o presidente.

O presidente da República antecipou que o tema já está em debate direto com a autoridade monetária para a implementação de restrições operacionais aos bancos. “Nós estamos discutindo com o Banco Central. Nós vamos proibir os bancos de darem mais de um cartão de crédito para as pessoas”, declarou Lula.

A preocupação do governo é respaldada pelos dados oficiais divulgados pelo Banco Central, que apontam que a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão atingiu 449,4% ao ano no mês de agosto, mantendo-se como uma das modalidades de financiamento mais caras e abusivas do sistema financeiro nacional.

Durante a entrevista ao canal, Lula relacionou diretamente a extrema facilidade de acesso ao crédito sem critério ao aumento vertiginoso do endividamento das famílias brasileiras. Diante desse cenário de vulnerabilidade financeira da população, o presidente reforçou que o governo pretender adotar medidas firmes para conter essa exposição excessiva dos consumidores ao endividamento.

Fonte: Brasil 247

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