Lula diz que críticas da ‘elite’ não vão frear políticas sociais no Brasil: “vou continuar fazendo”
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º), em entrevista ao podcast Flow, que pretende manter políticas voltadas à ampliação do acesso à educação e à redução das desigualdades regionais.
Lula também criticou setores da elite brasileira que se opõem a políticas destinadas a indígenas, quilombolas e pessoas de baixa renda. O presidente afirmou que continuará implementando medidas voltadas a esses grupos, mesmo diante das críticas.
“Essa famosa elite que defende a escravidão. Essa gente que não gosta que eu legalize terra de quilombola para eles ficarem na terra deles, que eles conquistaram”, afirmou Lula.
Na entrevista, o presidente também mencionou políticas de inclusão no ensino superior. Segundo Lula, há setores que não apoiam a ampliação das oportunidades educacionais para filhos de trabalhadores.
“Essa gente que não quer que eu coloque filha de empregada doméstica na universidade para ser médica, para ser arquiteta, para ser engenheira, para ser psicóloga, para ser cientista político, essa gente que não gosta de mim vai continuar não gostando, mas eu vou continuar fazendo”, disse.
Institutos federais
Lula também falou sobre a expansão da rede federal de educação. Ao abordar sua trajetória e as políticas adotadas em seus governos, o presidente afirmou que considera significativo ter ampliado a estrutura de universidades e institutos federais.
“O que é grave é o seguinte, é que é um torneiro mecânico, sem diploma universitário, ser o presidente que mais fez projeto da universidade. E é o presidente que pegou um país com 140 institutos federais e vai entregar esse ano com 802. E a meta é chegar a mil. Tá?”, afirmou.
O presidente relacionou a expansão das políticas sociais e educacionais a uma disputa sobre a destinação dos recursos públicos. Lula disse que parte da sociedade se opõe à transferência de recursos para a população pobre e citou programas e obras realizadas em diferentes regiões do país.
“Então, é o seguinte, eu sei que tem preconceito. Muita gente não gostaria que o dinheiro do Bolsa Família fosse pra pobre, porque o Lula fica dando dinheiro pra pobre, porque fica dando luz pra todos, transposição do Rio São Francisco, Transnordestina, tudo tem que ser pro sul do país, tudo tem que ser pro centro-sul do país. Não!”, declarou.
Investimentos em tecnologia
Lula afirmou ainda que busca reduzir diferenças entre os estados por meio da distribuição de investimentos em infraestrutura tecnológica. O presidente citou equipamentos destinados ao Rio Grande do Norte, ao Rio de Janeiro e à Paraíba.
“Eu quero tornar o Brasil igualitário. Eu quero que os estados tenham a mesma oportunidade. É por isso que agora eu levei um supercomputador pro Rio Grande do Norte, o outro computador para o Rio e um quântico para a Paraíba, porque eu quero esse país igual”, afirmou.
Fonte: Brasil 247