Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos

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Por Giovanna Figueredo — Seu Dinheiro

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As empresas do setor elétrico são naturalmente vistas no mercado como mais defensivas em cenários turbulentos e um porto seguro em busca de renda extra. Devido a contratos de longo prazo e à previsibilidade de receitas, as companhias costumam aparecer entre as favoritas dos analistas para o pagamento de dividendos como é o caso da CPFL (CPFE3), segundo o Itaú BBA.

Os analistas do banco enxergam alguns gatilhos de alta para a ação da elétrica na bolsa, mas enquanto eles não são ativados, a equipe defende que há um motivo para investir no papel que não pode ser ignorado: o pagamento de proventos.

Para o Itaú BBA, o preço-alvo do papel CPFE3 até o fim de 2027 é de R$ 52,50. Em relação ao último fechamento (30), o potencial lucrativo é de 15%.

No entanto, a equipe de análise não colocou nessa conta alguns possíveis fatores que podem impulsionar o papel.

Cabe destacar que, mesmo com a boa fama de segurança das elétricas, a CPFL tem apanhado na bolsa nesse ano. Desde o início de 2026, o papel acumula queda de 13,36%, mas o Itaú BBA reforça a recomendação de compra.

Os três gatilhos que o mercado ainda não precifica

Os analistas do Itaú BBA acreditam que há três catalisadores que podem destravar valor para a CPFL nos próximos anos.

O primeiro é uma disputa contratual antiga que ainda aguarda a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o órgão regulador do setor elétrico, bater o martelo.

A CPFL acredita ter direito a uma compensação bilionária por uma discussão que se arrasta há mais de 20 anos. A cifra pode chegar a R$ 6 bilhões, mas ainda não existem detalhes de quando e como esse dinheiro chegaria à elétrica.

Portanto, embora acredite que seria uma movimentação positiva, o Itaú BBA prefere deixar esse valor de fora das projeções por conta das incertezas.

Outra aposta está em possíveis mudanças nas regras do setor elétrico. Na visão dos analistas, algumas distribuidoras da CPFL acabam sendo prejudicadas pela metodologia atual usada para definir a remuneração.

Se essas regras mudarem, a empresa poderia aumentar os ganhos sem precisar vender mais energia ou fazer grandes mudanças na operação.

Além disso, o banco vê espaço para a empresa crescer por meio de aquisições.

A CPFL tem, na visão do Itaú BBA, “um dos balanços mais sólidos do setor de energia elétrica brasileiro”. Por ser pouco pressionada por dívidas, a empresa pode aproveitar oportunidades de compras que surgirem no mercado, principalmente no cenário atual em que os juros altos dificultam a vida de concorrentes mais endividados.

Nos cálculos da equipe de análise, a CPFL poderia alocar cerca de R$ 12,7 bilhões sem passar por apertos.

Dividendos são gatilho de compra

Apesar desses três fatores terem potencial para impulsionar as ações da CPFL na bolsa, o Itaú BBA defende que a tese de investimento na elétrica não depende deles. Ou seja, seriam apenas um plus.

Para o banco, o ponto mais atrativo sobre a empresa é a capacidade de gerar caixa e distribuir parte dos valores aos investidores por meio dos dividendos.

A expectativa é de um dividend yield (retorno de dividendos) próximo de 8% nos próximos anos, em linha com o percentual distribuído nos últimos 12 meses, e um patamar considerado bastante atrativo para o Itaú BBA.

Além disso, a elétrica tem a estimativa de investir cerca de R$ 31 bilhões nos próximos cinco anos, principalmente para expandir e modernizar as operações de distribuição.

Segundo os analistas, esse investimento pode aumentar a base de ativos da empresa e gerar espaço para o crescimento dos lucros.

“Enxergamos a CPFL como uma das histórias mais defensivas do setor elétrico”, defendem.

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Fonte: Seu Dinheiro

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