Putin condiciona retorno do diesel russo ao mercado global ao fim das sanções
Por Aquiles Lins — Brasil 247
247 – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (1º) que o país não voltará a fornecer diesel aos mercados globais de energia enquanto permanecerem em vigor as sanções impostas contra Moscou.
A declaração foi feita durante discurso no Fórum Valdai, realizado em Moscou e dedicado a debates sobre política internacional e assuntos relacionados à Rússia, segundo informações da Reuters.
Putin vinculou diretamente a retomada das exportações do combustível à suspensão das medidas econômicas adotadas contra o país. A declaração amplia a pressão sobre o mercado internacional de energia em meio às restrições comerciais impostas à Rússia desde o início da guerra na Ucrânia.
O presidente russo também reconheceu que os ataques ucranianos contra refinarias instaladas no território da Rússia produziram efeitos econômicos sobre o país.
Segundo Putin, a Ucrânia “alcançou parcialmente seus objetivos” com as ações contra a infraestrutura de petróleo russa.
Ele afirmou ainda que os ataques provocaram perdas equivalentes a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia. Putin não detalhou, no trecho divulgado, o período considerado para o cálculo nem apresentou estimativas adicionais sobre os danos causados às instalações.
Moscou diz estar respondendo aos ataques
Durante o pronunciamento, Putin afirmou que a Rússia passou a reagir de maneira semelhante às operações ucranianas contra sua infraestrutura energética.
O presidente russo, porém, não apresentou no trecho divulgado pela Reuters detalhes sobre os alvos ou a dimensão dessa resposta.
Os ataques contra refinarias tornaram-se um dos elementos da guerra entre Rússia e Ucrânia, com impactos potenciais sobre a capacidade de processamento de petróleo e sobre a oferta de derivados.
Ao condicionar o fornecimento de diesel ao fim das sanções, Putin também associa diretamente a política energética russa às disputas econômicas e diplomáticas mantidas por Moscou com países que adotaram restrições contra o governo russo.
Fonte: Brasil 247