Policial civil é preso em flagrante após atropelar família na Zona Norte de São Paulo

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – Um grave atropelamento ocorrido na noite de quarta-feira (30) na Zona Norte de São Paulo resultou na prisão em flagrante de um policial civil que conduzia uma viatura descaracterizada sob evidente estado de embriaguez. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o agente atingiu três pessoas da mesma família — uma mãe e seus dois filhos — no cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Pedro Vicente, na região de Santana e Canindé. Entre as vítimas, um menino de apenas 10 anos sofreu um sério trauma no crânio, necessitando ser encaminhado às pressas para o Hospital das Clínicas, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência na manhã desta quinta-feira (1º). O motorista responsável pelo atropelamento fugiu do local sem prestar socorro imediato, sendo posteriormente localizado e autuado após se recusar a realizar o teste do bafômetro. A acusação formal e a conduta do agente estão sob investigação.

Viatura descaracterizada e fuga após o impacto na Avenida Cruzeiro do Sul

O episódio teve início por volta das 23h45, quando o veículo oficial descaracterizado, associado à estrutura da segurança pública estadual, desrespeitou a sinalização de trânsito ao furar o sinal vermelho no movimentado cruzamento paulistano. O automóvel envolvido tratava-se de um modelo Chevrolet Cobalt ligado operacionalmente às atividades de inteligência e repressão patrimonial. Conforme os relatos oficiais repassados pelas forças de segurança, o condutor não parou para prestar auxílio às vítimas caídas no asfalto e empreendeu fuga imediata do perímetro urbano. A dinâmica da fuga exigiu a pronta intervenção de um motociclista que presenciou o atropelamento e passou a perseguir o veículo, auxiliando na posterior identificação do paradeiro do automóvel pelas equipes policiais acionadas para o atendimento da ocorrência.

A mobilização das equipes de resgate mobilizou tanto o Corpo de Bombeiros quanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Os profissionais de saúde estabilizaram a mãe e as crianças ainda no local antes de realizar o transporte de urgência para o complexo do Hospital das Clínicas. Enquanto a mãe da família e a filha menor apresentaram quadros clínicos considerados estáveis após o atendimento inicial, o garoto de 10 anos exigiu cuidados intensivos imediatos devido à gravidade das lesões neurológicas decorrentes do forte impacto sofrido na região craniana, mobilizando o corpo médico para intervenções cirúrgicas complexas nas primeiras horas da manhã.

Atuação do agente na Divecar e recusa ao teste do etilômetro

As investigações preliminares conduzidas pelas autoridades competentes confirmaram que o condutor do veículo oficial foi identificado como sendo o carcereiro Douglas Willian Pedroso. O profissional é lotado funcionalmente na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas, órgão especializado que integra o organograma do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil paulista.

Após o cerco e a localização do Chevrolet Cobalt envolvido no atropelamento, o policial retornou ao cenário do acidente, onde foi abordado por guarnições da Polícia Militar encarregadas de registrar a ocorrência de trânsito e criminal. De acordo com os relatórios lavrados no local, o agente exibia de maneira inequívoca sinais visíveis de alteração da capacidade psicomotora decorrentes da ingestão de álcool. Diante da ordem legal para a verificação do teor alcoólico por meio do bafômetro, o servidor público exercitou sua prerrogativa de recusa, postura que, contudo, não impediu a constatação técnica do estado de embriaguez com base em testemunhos, diligências e elementos colhidos pelos policiais militares que atenderam ao chamado de emergência na Zona Norte da capital.

Encaminhamento à Corregedoria e providências legais cabíveis

Com a confirmação dos indícios de crime de trânsito e a constatação da recusa ao sopro no etilômetro, os policiais militares que efetuaram a abordagem deram voz de prisão em flagrante delito ao agente público. Inicialmente, o suspeito foi conduzido para as dependências do próprio Departamento Estadual de Investigações Criminais, onde está formalmente lotado, para os registros iniciais de praxe. Na sequência, devido à natureza da autuação envolvendo um membro dos quadros de segurança do estado, o procedimento foi integralmente remetido à Corregedoria da Polícia Civil, órgão correcional situado na Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, encarregado de apurar desvios funcionais e infrações penais cometidas por servidores da instituição policial.

Na sede da Corregedoria, o delegado de plantão responsável pela custódia ratificou a prisão em flagrante. Entre as medidas acautelatórias e periciais determinadas de imediato pela autoridade policial figuram o recolhimento formal do armamento funcional pertencente ao carcereiro, a realização de exames periciais detalhados na lataria e nos componentes mecânicos do Chevrolet Cobalt descaracterizado e a formalização dos autos de prisão. O procedimento investigativo segue tramitando nos órgãos correcionais para o esgotamento das diligências cabíveis antes da remessa integral ao Poder Judiciário paulista.

Fonte: Brasil 247

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