Índice de Confiança Empresarial cai em setembro e registra recuo pelo terceiro mês seguido

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pelo FGV IBRE, recuou 1,2 ponto em setembro e atingiu a marca de 89,3 pontos, registrando o terceiro mês consecutivo de queda. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador manteve a tendência declinante e apresentou uma diminuição também de 1,2 ponto, no que representa a segunda retração seguida no cálculo.

A perda de fôlego da confiança foi observada de maneira generalizada nos diferentes segmentos econômicos acompanhados pela fundação. “A confiança empresarial voltou a recuar em setembro, com queda disseminada pelos quatro setores pesquisados pelo IBRE. O destaque negativo ficou por conta da deterioração das expectativas, com piora nas projeções para a demanda nos próximos três meses e para a situação dos negócios nos próximos seis meses. No sentido oposto, as expectativas continuam sinalizando aumento do emprego, embora com arrefecimento do ímpeto de contratações. A combinação de demanda mais fraca, acúmulo de estoques na indústria e elevado comprometimento da renda das famílias ajuda a explicar a maior cautela das empresas. Os resultados indicam avanço, entre os setores, das expectativas de continuidade da tendência de desaceleração da atividade observada neste trimestre”, avalia Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE.

No mês de setembro, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 1,1 ponto, alcançando 90,8 pontos — o menor nível registrado desde fevereiro de 2022, quando o indicador esteve em 90,6 pontos. Entre os componentes que formam o ISA-E, o indicador responsável por medir a satisfação com a situação atual dos negócios registrou retração de 2,3 pontos, caindo para 89,1 pontos. Por outro lado, o indicador do nível de demanda no momento presente teve ligeira alta de 0,2 ponto, chegando a 92,6 pontos.

Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) apresentou recuo de 1,2 ponto no mês, fechando o período em 87,9 pontos. O indicador acumula perdas em cinco dos últimos sete meses, revelando a consolidação de um quadro de maior pessimismo entre o setor produtivo. Ao detalhar os componentes do IE-E, nota-se que o indicador do grau de otimismo em relação à demanda nos três meses subsequentes caiu 0,7 ponto, situando-se em 87,1 pontos, enquanto o parâmetro que avalia as expectativas para a evolução dos negócios no prazo de seis meses encolheu 1,7 ponto, passando a registrar 89,0 pontos.

Fonte: Brasil 247

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