Monitoramento 24h do sistema do TJ-PA reduz em 50% tempo para resolver problemas
Por Sérgio Rodas — Consultor Jurídico
Consultar um processo, enviar um documento ou acompanhar uma ação judicial são tarefas que dependem do funcionamento dos sistemas digitais da Justiça. Quando uma página demora a carregar ou fica indisponível, o problema afeta o trabalho de magistrados, servidores e advogados e pode dificultar o acesso dos cidadãos às informações.

Para reduzir esses transtornos, o Tribunal de Justiça do Pará adotou o acompanhamento contínuo do Processo Judicial Eletrônico (PJe), seu principal sistema digital. Com a mudança, o tempo médio para resolver falhas caiu de 50,85 minutos para 27,49 minutos, uma redução de 45,9%.
Na prática, são cerca de 23 minutos a menos para solucionar cada ocorrência, em média. Em um serviço essencial à rotina da Justiça, a redução permite restabelecer mais rapidamente as condições de trabalho e de atendimento ao público. A ferramenta utilizada no projeto permite acompanhar o funcionamento do PJe e identificar sinais de lentidão ou erros. Assim, a equipe técnica pode detectar problemas antes mesmo de receber uma reclamação e agir para evitar que se agravem.
Esse acompanhamento também ajuda a responder a uma pergunta decisiva: onde está a falha? Em sistemas de grande porte, uma dificuldade de acesso pode ter diferentes origens, como o próprio programa, os equipamentos que o sustentam ou outro serviço conectado a ele. Encontrar a causa costuma exigir a participação de várias equipes.
Ao reunir essas informações, a tecnologia facilita a investigação e permite direcionar os esforços para a origem do problema. Com isso, os profissionais gastam menos tempo procurando a falha e podem atuar mais rapidamente na solução.
Vigilância constante
Segundo Diego Baptista Leitão, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJ-PA, desde agosto o ambiente digital do tribunal é acompanhado 24 horas por dia, sete dias por semana. A vigilância contínua amplia a capacidade de identificar ocorrências também fora do expediente e dá à equipe uma visão mais clara dos momentos em que o sistema precisa de atenção.
“Esse projeto representa uma mudança importante na forma como acompanhamos nossos serviços digitais. A ideia é ter uma visão mais completa do funcionamento dos sistemas, identificar rapidamente qualquer sinal de problema e agir antes que ele afete quem precisa utilizar o serviço. No fim, o objetivo é bastante simples: oferecer sistemas mais estáveis, rápidos e disponíveis para servidores, advogados e cidadãos”, afirma Leitão.
Para quem está do outro lado da tela, o que importa é conseguir concluir uma tarefa sem interrupções. Ao reduzir o tempo de solução das falhas, o tribunal busca tornar mais confiável o acesso ao PJe e diminuir os obstáculos para quem depende da plataforma. Em uma Justiça cada vez mais digital, manter os sistemas funcionando é parte do próprio atendimento à população.
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Fonte: Consultor Jurídico