CRM lava as mãos e diz que médico que ameaçou Chico de morte não pode ser punido

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) lavão as mãos sobre as acusações contra um médico registrado no estado, apontado como autor de ameaças de morte direcionadas ao cantor e compositor Chico Buarque no Instagram. A autarquia esclareceu que sua competência legal limita-se à conduta do profissional no exercício da medicina, cabendo à Justiça comum apurar atos ilícitos cometidos fora do ambiente de trabalho. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

A polêmica teve início após a defesa de Chico Buarque acionar a Polícia Civil do Rio de Janeiro ao identificar que o autor das intimidações publicadas na rede social seria um médico mineiro. Diante da repercussão do caso e das cobranças por sanções disciplinares, o CRM-MG emitiu uma nota oficial para delimitar o alcance de sua atuação institucional.

Em posicionamento enviado à imprensa, a entidade diz: “Em resposta à sua solicitação, esclarecemos que os Conselhos Regionais de Medicina são responsáveis, entre outras atribuições, por fiscalizar o médico na sua atuação profissional, disciplinando o exercício da medicina e julgando os casos de infração ética. Eventuais crimes e infrações cometidas por médicos fora do ambiente profissional são apurados pelos órgãos competentes.”

Com esse entendimento, o órgão ressalta que não instaurará procedimento disciplinar sobre o episódio, uma vez que a conduta investigada não possui vínculo com a relação médico-paciente nem com a prática da saúde. Dessa forma, a apuração do caso e as possíveis responsabilizações criminais e cíveis do investigado seguem exclusivamente sob a condução das autoridades policiais e do Poder Judiciário.

Fonte: Brasil 247

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