Validar ideia e separar contas; veja 5 passos para tirar negócio próprio do papel com planejamento
Por Allan Ravagnani — Carta Capital
Menu
Estrategista de carreiras femininas explica como validar a ideia, definir público, vender, organizar as finanças e montar estrutura mínima
Tirar um negócio do papel exige mais que uma ideia. Antes de investir, quem pretende empreender precisa testar a demanda, definir o público, fazer as primeiras vendas, organizar as finanças e montar uma estrutura mínima para operar.
O movimento avança entre as mulheres. O Brasil soma 10,4 milhões de empreendedoras, recorde da série histórica, segundo estudo do Sebrae com base na Pnad Contínua, do IBGE.
Ainda assim, elas representam 34,1% dos 30,4 milhões de donos de negócio do país, embora sejam 51,7% da população em idade ativa.
Para a estrategista de carreiras femininas Thaís Roque, que comanda programas para mulheres em diferentes etapas da jornada empreendedora, começar com planejamento reduz riscos e ajuda a converter conhecimento e experiência em uma atividade que se sustente. A seguir, ela lista cinco passos para quem está no início.
Uma ideia pode parecer boa sem que exista mercado disposto a pagar por ela. Por isso, o primeiro passo é conversar com potenciais clientes, identificar problemas reais e entender como eles são resolvidos hoje.
Com essas respostas, dá para ajustar a proposta antes de gastar com estrutura, equipe ou comunicação. Segundo Thaís, mais do que avaliar se a ideia parece boa, o empreendedor precisa descobrir se existe alguém que precisa da solução e aceita pagar por ela.
Em seguida, vem a definição do cliente. Saber exatamente para quem o produto ou serviço existe orienta da oferta à comunicação e facilita entender necessidades, montar uma proposta de valor e ocupar um espaço no mercado.
Para Thaís, posicionar uma empresa passa por deixar claro para quem ela existe, que problema resolve e por que aquela solução faz diferença, em vez de tentar falar com todo mundo.
Além disso, ninguém precisa de uma operação completa para começar a vender. Apresentar a oferta a potenciais clientes, testar argumentos, ouvir objeções e entender o que leva uma pessoa a comprar, ou a desistir, faz parte das etapas iniciais.
“Venda também é uma ferramenta de validação. O contato com o cliente mostra se a proposta está clara, se o preço faz sentido e quais ajustes precisam ser feitos”, afirma a estrategista.
Misturar contas pessoais e da empresa é um dos erros que mais atrapalham a leitura da situação financeira. Mesmo em operações pequenas, a recomendação é registrar receitas, despesas, custos e investimentos, com uma rotina mínima de acompanhamento.
“A organização financeira também ajuda a estabelecer preços com maior clareza e a entender quanto o negócio precisa faturar para se sustentar e crescer”, explica Thaís.
Por fim, empreender de forma estruturada não exige equipe numerosa, escritório ou investimento alto no começo. A orientação é identificar quais processos e recursos são indispensáveis para entregar o produto ou serviço com qualidade.
Ferramentas de gestão, rotina comercial, atendimento, controle financeiro e processos básicos podem ser organizados aos poucos, conforme a operação evolui. A meta é que a empresa funcione sem depender só de improviso.
Segundo Thaís, o ponto de partida de um negócio é a clareza sobre o que se pretende construir. “Começar significa construir uma base para testar, aprender e tomar decisões melhores ao longo do caminho. O empreendedorismo pode começar pequeno, mas precisa começar com clareza sobre o que está sendo construído”, afirma.
Do Micro ao Macro
A editoria de empreendedorismo de CartaCapital
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital