Homem é preso quase 30 anos após homicídio em Ibitirama

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Publicado em 28 de Setembro de 2026 às 18:36

Pedro Nunes

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Um homem procurado pela Justiça por um homicídio qualificado cometido em 2 de novembro de 1996, em Ibitirama, na Região do Caparaó, foi preso nesta segunda-feira (28), após um trabalho de inteligência e cruzamento de dados realizado pela Polícia Civil. 

Segundo a corporação, a investigação começou durante a revisão de mandados de prisão em aberto, quando os policiais identificaram uma possível inconsistência nos dados do procurado. O documento indicava o nome de  Antônio Neres Madeira, filho de Thereza Cosaquevite Madeira e Gerônimo Neres.


A partir de pesquisas em bancos de dados, os investigadores descobriram que a mulher indicada como mãe possuía apenas quatro filhos. Entre eles estava Antônio Carlos Madeira, cuja data de nascimento e outras informações eram compatíveis com os dados encontrados durante a investigação.

A equipe então voltou aos autos do processo judicial referente ao homicídio de 1996 em busca de elementos que pudessem confirmar a identidade do procurado. Entre os dados encontrados, estava a informação de que ele possuía um filho chamado Fábio Júnior, cuja mãe seria uma mulher identificada como Herly. 


O cruzamento dos dados levou os policiais até Antônio Carlos Madeira, que tinha filhos com uma mulher de nome compatível com o encontrado nos autos. Entre eles estava Fábio Júnior. Após a confirmação da identidade, a equipe foi até Irupi, onde localizou o endereço atual do procurado e efetuou a prisão.

Após ser localizado, Anônio foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Ibatiba para ser interrogado. Segundo a Polícia Civil, durante o procedimento, conduzido pelo delegado titular de Ibatirama, William Cabral Júnior, ele confessou ter desferido o golpe que provocou a morte da vítima em 1996.

Ainda de acordo com a polícia, Antônio afirmou que o crime ocorreu nas proximidades da residência de uma pessoa conhecida pelo apelido de “Tião”. Ele também confirmou que não possuía o sobrenome paterno “Neres”, esclarecendo a divergência entre o nome que constava no antigo mandado e sua identidade atual.

Com a identificação confirmada, a Polícia Civil formalizou o cumprimento do mandado de prisão preventiva relacionado ao homicídio ocorrido há quase 30 anos.

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