Irã nega negociações previstas com os EUA após Trump dizer que espera retomar conversas
Por Redação — Brasil de Fato
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O Irã não tem negociações previstas com os Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela agência iraniana Irna nesta segunda-feira (28). De acordo com a publicação, Teerã já esclareceu as condições que impõe para encerrar a guerra deflagrada por EUA e Israel em fevereiro. Ainda de acordo com a agência, a delegação iraniana enviada a Nova York para a Assembleia Geral da ONU retornará ao país na terça-feira (29).
A negativa é feita um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer à imprensa estadunidense que esperava a retomada das conversas nos próximos dias. “Espero mais conversas com o Irã [nesta semana]. Eles querem fazer um acordo, mas não é o acordo que eu quero fazer”, disse Trump ao site Axios. Segundo a publicação, fontes indicaram que uma nova rodada de negociações indiretas poderia começar nesta semana, mediada pelo Catar.
No sábado (26), Trump anunciou que rejeitou o plano iraniano para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, encaminhado a Washington por mediadores do Catar. “Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio”, mencionou o republicano, sem apresentar provas.
Já no domingo (27), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país ainda busca uma saída diplomática e que não recebeu resposta formal de Washington. “Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições. Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse. Estamos aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas e tomaremos uma decisão com base nelas”, escreveu no X.
Os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval aos portos iranianos, e os ataques do Irã contra embarcações reduziram a navegação em Ormuz. Trump, por sua vez, sustenta que os EUA controlam a passagem, o que é rechaçado por Teerã. Nesse contexto, o comandante-chefe do Exército iraniano, Amir Hatam, destacou que a guerra teria entrado em uma fase “crítica e decisiva”, pontuando que o Irã não aceita ser impedido de vender seus produtos enquanto outros países continuam usando rotas paralelas na região.
A China, principal compradora do petróleo iraniano, voltou a defender uma saída negociada. Segundo informações da agência estatal Xinhua, o presidente chinês, Xi Jinping, disse a Trump, no encontro da semana passada, que esperava ver os EUA e o Irã de volta ao diálogo “o mais rápido possível”.
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Fonte: Brasil de Fato