BTG/Nexus: Lula aparece como principal opção de eleitores que podem mudar de voto na reta final

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – A seis dias do primeiro turno, uma parcela relativamente pequena do eleitorado ainda admite rever sua escolha para presidente, mas os dados sobre esse grupo trazem um sinal favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os eleitores que podem mudar de candidato, Lula aparece numericamente como a principal segunda opção de voto, embora praticamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).

Os números constam da 16ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28). O levantamento foi realizado entre 25 e 27 de setembro e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 5% cada, enquanto Renan Santos (Missão) soma 4% e Romeu Zema (Novo), 1%. Brancos e nulos são 3%, e 2% não souberam ou não responderam.

O levantamento mostra, porém, que a eleição está bastante consolidada. Entre aqueles que já escolheram algum candidato, 87% afirmam que a decisão está tomada e não vai mais mudar, enquanto 12% dizem que ainda podem alterar o voto. Outros 1% não souberam ou não responderam.

Um terço dos eleitores voláteis admite chance elevada de mudança

Dentro desse contingente de 12%, a Nexus perguntou qual é, de fato, a probabilidade de o eleitor trocar de candidato até o primeiro turno. Ao todo, 33% demonstram uma inclinação mais significativa à mudança: 26% dizem que a chance é “alta” e que provavelmente mudarão, enquanto 7% consideram a possibilidade “muito alta” e afirmam que certamente mudarão.

Outros 34% classificam a possibilidade de mudança como baixa e dizem que dificilmente trocarão de candidato. Para 26%, a chance é muito baixa, enquanto 8% não souberam ou não responderam. Os números indicam que, mesmo dentro do eleitorado que admite rever sua escolha, a maioria demonstra resistência a efetivamente fazê-lo.

Lula tem vantagem mínima como segunda escolha

É justamente entre os 12% que admitem mudar de voto que aparece outro dado relevante para a reta final. Questionados sobre quem seria sua segunda opção para presidente, 18% apontam Lula. Augusto Cury e Flávio Bolsonaro aparecem logo depois, ambos com 17%.

Na sequência estão Ronaldo Caiado, com 14%, Renan Santos, com 11%, e Zema, com 4%. Samara Martins (UP) registra 2%. Outros nomes somam 1% ou menos. Brancos e nulos representam 8%, e 7% não souberam ou não responderam.

A diferença de apenas um ponto entre Lula, Cury e Flávio nesse recorte recomenda cautela: trata-se de uma subamostra dos 12% que admitem mudar o voto. Ainda assim, o presidente ocupa numericamente a primeira posição na disputa pela segunda escolha desses eleitores.

O próprio estudo calcula “pisos e tetos” para estimar o espaço disponível para cada candidatura. Nesse exercício, Lula tem piso de 39% e teto de 44%, enquanto Flávio varia entre 34% e 39%. Cury e Caiado oscilam entre 3% e 7%, e Renan, entre 3% e 5%. O teto considera tanto a intenção atual quanto eleitores abertos à mudança que apontam o candidato como segunda

Voto de Lula e Flávio é mais consolidado

Outro dado ajuda a dimensionar quanto espaço resta para movimentações. Entre os atuais eleitores de Lula, 92% afirmam que a escolha está tomada e não mudará, e apenas 7% admitem alteração. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, 91% consideram a decisão definitiva e 8% dizem que podem mudar.

A volatilidade é maior entre eleitores dos demais candidatos. Entre os apoiadores de Renan Santos, 76% consideram o voto definitivo e 24% admitem mudança. Para Augusto Cury, os percentuais são 65% e 34%, respectivamente. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 58% dizem estar decididos, enquanto 39% podem trocar de candidato. BTG-Nexus – Eleições 2026 – Rod…

Lula chega à reta final com 42%, contra 37% de Flávio

Na fotografia geral da disputa, Lula aparece com cinco pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no cenário estimulado: 42% a 37%. Em relação à rodada divulgada uma semana antes, Lula passou de 40% para 42%, enquanto Flávio permaneceu em 37%.

No voto espontâneo, quando os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, Lula marca 41%, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 4%, Augusto Cury com 3% e Ronaldo Caiado com 2%.

A pesquisa Nexus ouviu 2.000 eleitores por telefone em todo o país entre 25 e 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Brasil 247

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