Casal de pandas deixa a China para viver dez anos em zoológico dos Estados Unidos

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – Os pandas-gigantes Ping Ping e Fu Shuang deixaram Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China, na madrugada deste domingo (27), para iniciar uma estadia de dez anos no Zoo Atlanta, nos Estados Unidos. Os animais partiram às 2h55 em um voo fretado, acompanhados por veterinários e tratadores chineses, segundo informações do Diário do Povo.

Os dois pandas têm cinco anos. Ping Ping, macho nascido em 17 de março de 2020, é descrito pelos cuidadores como robusto e ágil. Fu Shuang, fêmea nascida em 18 de outubro do mesmo ano, é considerada vivaz e rechonchuda. A transferência dos animais faz parte dos programas internacionais de cooperação desenvolvidos pela China para pesquisa, reprodução e conservação do panda-gigante.

A preparação para a longa viagem foi planejada para reduzir ao máximo os riscos e o estresse dos animais. A equipe chinesa providenciou reservas de bambu, brotos de bambu, maçãs, medicamentos e outros suprimentos necessários para o trajeto, além de realizar previamente treinamentos destinados a acostumar Ping Ping e Fu Shuang às condições de transporte.

Veterinários e tratadores acompanham os pandas durante toda a viagem. Depois da chegada aos Estados Unidos, os animais passarão por um período de quarentena e por exames de saúde antes de serem apresentados ao público. Profissionais chineses permanecerão inicialmente no Zoo Atlanta para acompanhar os cuidados e facilitar a adaptação dos dois pandas ao novo ambiente.

Zoológico prepara nova casa para os pandas

As instalações destinadas a Ping Ping e Fu Shuang foram modernizadas antes da chegada do casal. As mudanças incluem a ampliação dos espaços internos, novas estruturas para escalada, plataformas de rocha, piscina e um sistema atualizado de monitoramento, com o objetivo de criar condições adequadas ao comportamento e às necessidades dos animais.

Uma questão fundamental para a permanência dos pandas nos Estados Unidos é o fornecimento contínuo de bambu, principal componente de sua alimentação. Especialistas chineses avaliaram que as condições climáticas da região de Atlanta permitem a produção de diferentes variedades da planta ao longo de todo o ano, garantindo oferta local para os animais.

A chegada de Ping Ping e Fu Shuang também abre uma nova etapa de uma cooperação científica que já dura mais de duas décadas. China e Zoo Atlanta desenvolveram juntos mais de 30 projetos de pesquisa e publicaram mais de 50 artigos científicos relacionados à conservação dos pandas.

Os trabalhos conjuntos produziram avanços em áreas como reprodução, criação e desenvolvimento de filhotes, comportamento e saúde dos animais. Ao longo dessa parceria, sete pandas nasceram no zoológico de Atlanta, resultado considerado importante para os esforços internacionais de preservação da espécie.

Pandas como ponte entre China e Estados Unidos

Além da dimensão científica, a cooperação em torno dos pandas também tem servido historicamente como instrumento de aproximação entre a China e outros países. No caso de Atlanta, mais de duas décadas de trabalho conjunto promoveram intercâmbios entre pesquisadores, veterinários e especialistas chineses e norte-americanos.

A presença dos animais também contribui para ampliar o conhecimento do público sobre conservação da biodiversidade e sobre os esforços chineses para proteger o panda-gigante e seus habitats naturais.

A nova estadia, prevista para durar dez anos, permitirá a continuidade das pesquisas conjuntas e dos intercâmbios acadêmicos. Com Ping Ping e Fu Shuang, Atlanta inicia assim um novo capítulo de uma relação de cooperação que combina conservação ambiental, pesquisa científica e contatos entre os povos chinês e norte-americano.

Fonte: Brasil 247

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